quinta-feira, maio 31, 2007

Words...

Quando veio a noite, adormeci,
sabendo que assim a escuridão entraria no meu ser.
A escuridão perdida há algum tempo,
a companheira que abandonei e que traí.
Mas tu conheces bem o teu domínio,
moves-te com elevada precisão dentro de mim,
e novamente instalas toda a tua sabedoria.
Custa-me no início retomar-te, envolver-te.
Talvez que na verdade até sentisse a tua falta
mas sem nunca disso me aperceber.
Penso talvez em expulsar-te mas não sinto forças,
sei que secretamente preciso de ti aqui.
Tu que ocupas os meus espaços agora vazios,
tu que me levas aos locais que deveria ter esquecido,
tu que manténs viva uma memória que teimo em apagar.
Consomes-me, mas ao mesmo tempo és quem me move,
porque sem ti ficava o nada, o vácuo,
ficava simplesmente o que não quero e nunca quis confrontar.
Sem ti ficava unicamente o que não conheço,
sem ti ficava... só eu...

terça-feira, maio 29, 2007

segunda-feira, maio 28, 2007

Musica

Ia colocar letras de músicas deprimentes... deixo só os nomes das músicas

Rita Guerra - Se eu pudesse...
Rita Guerra - I Thought You Would Leave Your Heart With Me

segunda-feira, maio 21, 2007

Disperso...

Há momentos em que paramos na nossa vida para balanço. Umas vezes esse balanço é positivo, outras neutro e algumas vezes negativo. Outras alturas existem em que não somos nós que paramos a vida, ela consegue fazê-lo sozinha e confronta-nos com o que tão arduamente tentámos evitar. Diz o senso comum, chutar e bola para a frente. Mas nem sempre esse é o melhor caminho. Dou por mim parado outra vez. Dou por mim a considerar que a minha vida dava um belo livro, só não sei em que género poderia ser inserido, mas também isso pouco importa. Olho para trás e vejo uma vida que não posso afirmar ter sido muito complicada, o normal para a maior parte das pessoas. Vejo sobretudo crenças que se perderam com o tempo e de alguma forma ainda bem que assim foi. Somos seres em aprendizagem e isso faz de nós únicos. Aprendi muito, imenso, e acho que mesmo assim tendo a cair em alguns erros já vividos no passado. E vou aprendendo com os erros alheios, com as vidas que me acompanham mais ou menos próximas, mais ou menos intimas. Vejo na vida dos outros tantas coisas que são comuns a todos nós, revejo-me. E com isso diminuo a minha solidão, a minha diferença. Afinal todos sofremos, afinal todos somos posto a provação... sim, aprendi muito ao longo dos últimos tempos e quebrei talvez a maior de todas as minhas ilusões. Porque o amor é algo que se constrói e simplesmente não existe! Porque o amor é algo que em si não é suficiente e eu acreditava que sim! Porque o amor é algo que não se compreende, é algo que pode ter um fim. Sim, o amor é uma capacidade demasiado grande para a maior parte dos corações e por mais que ele tente sobreviver e proliferar, existem muito poucos locais onde se possa verdadeiramente refugiar. Eu amei. Eu amo. E cada dia que passa aprendo sobretudo a amar-me mais a mim porque esse é o único amor que posso garantir como eterno...

terça-feira, maio 15, 2007

Eu acredito!

Eu acredito, sempre acreditei. Desde o primeiro dia em que para ti olhei. Mesmo agora continuo a acreditar. O que procuras não é mais do que felicidade, mas nem mesmo isso consegues ver quando está à tua frente... Pensei que talvez desta vez fosse diferente. Que desta vez, só desta vez, fosses lutar por algo. Estava errado, demasiado errado. Deixaste-me partir sem sequer me olhar nos olhos. Dói-me a indiferença, dói-me o silêncio mais do que pensava que poderia suportar. Dói-me a tua ausência e a falta das rotinas. Estou em silêncio profundo e perdoa-me se desabafo aqui o que queria dizer-te desde aquele dia. Amo-te, e teria ficado com um simples gesto, uma simples palavra, se calhar apenas um simples olhar. Deixaste-me partir. Sem uma palavra, um gemido, uma discordância. Não fizeste um esforço. E eu sabia. Sabia que seria esse o resultado do meu monólogo. Sabia que no derradeiro momento a decisão seria minha, talvez a única... a mais dificil de tomar. E ao fim de tanto tempo ficou isto..., o silêncio. Um silêncio quase ensurdecedor. É doloroso e sobretudo injusto, mas continuo a acreditar! Porque eu acredito em muitas coisas que não chegaste a explorar. E acredito que talvez um dia consigas agarrar a mão, que mesmo num momento tão dificil, eu te soube esticar... ela continuará aberta à espera do teu retorno, preenchida com o mesmo amor que espero que compreendas que em mim continua a habitar. Amo-te e lamento que isso não seja algo que possa partilhar...

terça-feira, maio 08, 2007

ANOTHER SUITCASE IN ANOTHER HALL

I don't expect my love affairs to last for long
Never fool myself that my dreams will come true
Being used to trouble I anticipate it
But all the same I hate it -- wouldn't you?

So what happens now?
Another suitcase in another hall
So what happens now?
Take your picture off another wall
Where am I going to?
You'll get by, you always have before
Where am I going to?

Time and time again I've said that I don't care
That I'm immune to gloom, that I'm hard through and through
But every time it matters all my words desert me
So anyone can hurt me -- and they do

So what happens now?
Another suitcase in another hall
So what happens now?
Take your picture off another wall
Where am I going to?
You'll get by you always have before
Where am I going to?

Call in three months time and I'll be fine I know
Well maybe not that fine, but I'll survive anyhow
I won't recall the names and places of this sad occasion
But that's no consolation -- here and now

So what happens now?
Another suitcase in another hall
So what happens now?
Take your picture off another wall
Where am I going to?
You'll get by, you always have before

Where am I going to?
Don't ask anymore...