domingo, dezembro 28, 2008

Há um ano atrás

Havia por aqui um anónimo que gostou de marcar presença. A ti, sejas lá quem fores, um óptimo 2009...
Acho que nunca te cheguei a contar que fizeste muitas mudanças na minha vida... mas sobre essas falaremos noutras alturas :)
Já agora gostava também de deixar um beijo e um abraço à C. e ao A. que nessa altura tanto gostaram de cá vir "seguir a novela radiofonica da internet", acho que era assim que se chamava... espero que ao longo deste ano tenham sido muito felizes os dois :)

Fim de Ano. Fim de Ciclo...

As notas que suaves se soltam do piano e como eu gostava de te ouvir tocar assim, como se cada nota me fosse destinada, dirigida... melodia doce presa com o vento, preenchida de sentimentos. Assim és tu sobre as teclas do piano revelando o nosso amor. E como fazer um balanço de um ano que termina e que nem sei bem como vivi? Aprender-se-á alguma vez a forma de dizer adeus a quem se ama ao mesmo tempo que se encontra quem mais se ama? vivo na dualidade de cada aniversário, de cada momento que voa tão depressa. Serei só eu que sinto o tempo que se escoa? E sinto espaços não preenchidos e tristeza... como se fosse aquele menino pequenino que agora começa a dar passinhos mas a quem ainda falta a habilidade, uma força fina com que se movimentar. Dou passos grosseiros e incertos sem saber bem onde cair, valem-me as pessoas que cá estão que me servem como amparo. E também existes tu. E por vezes até tenho medo. É dificil explicar... e volto aos sons do teu piano, pedindo a cada nota que te traga, a uma doce brisa que me faça chegar pelo menos o teu cheiro. Na realidade talvez não tenha sido um ano bom mas também não foi de todo mau. Se calhar é a isto que se chama de equilíbrio. E talvez me tenham tirado alguém para me darem outra pessoa importante na minha vida e existem pequenas coisas que agradeço a cada dia da minha vida...

Love Lost... Love Found

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Natal

Sim eu sei que é a epoca de todas aquelas mensagens com arvores e pais natal mas a mim só me ocorre uma frase para deixar:

Espirito encerrado para obras. Reabrirá tão breve quanto possível. A gerência pede desculpa pelo incomodo.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Rascunho

Vejo-te um dia na memória
de todos os momentos que
passámos juntos...
e sinto um nó crescente,
suavemente transformado
nas lágrimas que caem
tão docilmente no meu colo.
Ainda espero o teu retorno
mesmo sabendo que sonho
sem qualquer esperança.
E, basicamente, sou como a criança
com a fé no barco de papel
que largou algures na confiança
numa mensagem que
nunca chegou lá!
Adeus! Por tudo aquilo que fica
em tua homenagem.
Por tudo aquilo que vive
em tua lembrança...

terça-feira, novembro 11, 2008

Drama ficcional

Ninguém sabe porque no meu intimo sofro, muitos nem sabem sequer que a dor habita em mim. Muitas vezes nem eu próprio o sei muito bem. Mas sofro. Espero por uma chuva que lave o interior que está dorido de tantas pancadas e leve as marcas indeléveis da minha vida. E disse que sofro? Até mesmo tu não consegues atenuar o que me extingue um pouco a cada dia... E no entanto alcancei imensas coisas! Porque é então tudo tão insignificante, tão pequeno à minha dor! Deixasse a vida que a voz fizesse de mim fadista e não havia outro de igual talento no canto da saudade. Mas a vida fez de mim tantas outras coisas. E todas elas parecem pouco... choro no banho ao pensar em ti e sinto-me tão fraco, desalentado. Tu eras a fonte do orgulho de tudo aquilo que sou e tudo o que alcancei. E se calhar mesmo sem tudo isso tu terias a mesma adoração por mim. Podes ver-me desse sítio melhor onde sei (porque tenho de acreditar) que estás? Continuas a aceitar-me de igual modo agora que vês toda a verdade? Sei que sim. No meu interior ainda mora o teu amor, o teu ensinamento, a tua vida. Sou um prolongamento de ti, mantenho fisicamente o que tu só podes manter agora a outros níveis, mas confesso que a dor está dentro de mim! Uma dor maior do que sabia existir ou sequer suportar, uma dor que o tempo prometeu suavizar mas que não tem cumprido. Custa-me mais a cada dia a tua partida e a inexistência física do teu olhar, do toque. Sim há dia que choro! Mesmo sabendo no final que é por mim e não por ti, porque tu estás, certamente, num sítio bem melhor...

quarta-feira, novembro 05, 2008

Longe...

Dizem que com o tempo tudo passa. Mas será que passa ou fica apenas mais escondido nas subtis recordações de cada dia que vivemos? Efectivamente algo é certo, o tempo passa! E como ele passamos por várias situações, por várias pessoas e vivências. Tenho saudades! De pessoas que partiram mais recentemente, de outras mais antigas, das que morreram, das que vivem longe e também a saudade passa. Passa por mim todos os dias, às vezes com mais intensidade outras vezes mais tenue, mas todos os dias deixa a sua marca como o sal que fica na areia em cada onda que vai e vem...
Sinto por vezes que a vida continua a passar mesmo quando nós precisavamos que ela fizesse uma pequena pausa... como podem melhores amigos ficarem sem se falar? como podem pessoas que são um mundo morrer e desaparecer da nossa vida de um dia para o outro?
Mas muito mais importante que isso, como fazemos com que as marcas do sal que ficam no nosso intimo não nos corroam? com que uma simples recordação não destrua os alicerces que tão pacientemente construímos?
Como faço eu para esquecer que o mundo que conhecia deixou de existir e que tenho de criar um novo quando o que me apetece é tão simplesmente deixar-me ir com uma corrente de ar que me leve para bem longe de qualquer lugar! Quero existir em lado nenhum e nesse lugar ser tudo aquilo que não sou!

quinta-feira, outubro 16, 2008

Parabéns!

Porque mesmo não estando cá marcaste corações e influenciaste caminhos... parabéns por tudo mas principalmente por teres existido!

quarta-feira, outubro 15, 2008

Soul

Porque sinto que a minha alma é como um vidro molhado pela chuva? Como se algumas gotas secassem sem deixar marca e outras sujassem o vidro de forma profunda? Não poderão as gotas simplesmente secar ao sol?

terça-feira, setembro 09, 2008

Homenagem...

Faz hoje 15 dias que o mundo voltou a mudar de forma. Faz hoje 15 dias que o meu mundo perdeu um pouco mais de cor. Faz hoje 15 dias... que o meu coração chora com saudade e um pouco de vazio se instalou em mim. E é dificil imaginar que não vou voltar a ver-te, sentir-te, ouvir-te embora continue sempre e para sempre a amar-te. Recordo-te com a energia e vontade de viver como o verdadeiro autoditacta que sempre foste... e fazes-nos falta. Vejo noutras pessoas uma dor que não sei acalmar ou atenuar, sinto muitas vezes que não me caiu ainda bem a "ficha" e que te verei entrar por uma qualquer porta. Sei porém que passaste uma porta sem retorno para algum sitio melhor. Se podesse ao menos saber-te bem, em paz... Acho que poucas vezes te disse que te amo embora nos meus actos sempre estivesse presente o meu amor. Faltam-me palavras... amo-te pai!


sábado, agosto 09, 2008

Férias!!!

Quando chega o som das ondas do mar que há tanto tempo não escutava desta forma, o sol que abrasador se ergue no mais belo azul do céu e as gaivotas anunciam um fim de tarde em tudo perfeito, chegou o momento de dizer que a alma entrou de férias. O corpo descansa de mais um período acelerado de trabalho e responsabilidades, mas neste momento é a alma, o interior, que está de férias. E o que são férias sem os amigos? Bom, seriam férias à mesma mas nunca com o mesmo entusiasmo, com a mesma alegria, com a mesma certeza de que o que temos feito temos feito bem, porque estamos cá, continuamos juntos e estamos para durar. Ficam as fotos para relatar. Enjoy!










segunda-feira, julho 07, 2008

(des)conectado

Help, I have done it again... Hurt myself again today... and the worst part is there's no one to blame and...
When the dawn breaks I'll listen to your heartbeat... but what I'll ear is your last goodbye, the saddest song of all... and the memories here in my hear are all you leave behind... as you turn to go... all I can be to you is someone you once knew...
Há um adeus no meu olhar, neste silêncio na voz dos temporais, um lamento que a dor esqueceu... há um adeus dito a sorrir...
don't wanna forget how it feels... want to be in love with my sorrow... wonder what's wrong with me...
I can't say no to you... shouldn't let you torture me so sweetly... but I feel good enough...

segunda-feira, junho 23, 2008

frases contíguas em tempos parados

O tempo que decorre em suaves momentos, quase estáticos, subtis, quase imperceptíveis e a minha memória, como sempre, pressa a ti. Oiço os acordes de uma música clássica, quase calma, que me acompanha e a imaginação vagueia algures em tempos perdidos. Daqueles que nas fotografias apenas poderíamos obter a preto e branco ou em tons de sépia, momentos gastos não só pelo tempo mas pela quantidade de vezes que são revisitadas. Como antes ansiei a tua chegada, como se fosses um tipo de cura a todos os meus males, estava enganado, nunca o foste. Vieste apenas tapar buracos, mágoas, que de tão profundas são já impossíveis de tapar. E almejei, sim, por esse momento em que pudesse repousar, onde serias tu a lutar por mim. Podia ser só por uns instantes, ou talvez não. Quero parar para que me alcances, serás capaz? Vejo-te tão recolhido nas tuas mágoas, fechado por detrás de muros que mal consigo vislumbrar, quanto mais derrubar... ter-te-ão feito assim tanto mal numa outra época? Ao ponto de estares no escuro como um gato que lambe as suas feridas?
Três horas, são o tempo que o relógio me acusa de ter ainda de aguentar. A música, como as memórias, toca repetidamente no computador. Descoberta numa pasta esquecida pelo sistema, mas sobretudo pelos seus utilizadores. Debussy's Claire de Lune. Sempre gostei desta música e porém só hoje lhe descobri o nome. Ironias do destino ou da vida. Penso em ti. Não com a esperança que ainda haja algo para ocorrer mas porque esses muros que usas para te proteger são os mesmos que me repelem, que me deixam horas à espera de uma simples notícia.
Queria ter em mim ainda a forma de lutar como sei que já tive em tempo, mas a chama não se acende. Sei que te uso apenas para tapar um novo vazio que já se estava a instalar. Entregar-me? Dar o meu coração? Sim, fiz isso uma vez e quase, por muito pouco mesmo, estive à beira de não regressar. Se Tens muros? Claro! Mas essa nunca foi a questão, essa reside apenas no facto de eu os querer ou não ultrapassar...

sexta-feira, junho 20, 2008

Valores e indecisões...

Psicologia Social da Saúde - 4900eur
Comportamento Organizacional (que não abre este ano) - 7200eur
Psicologia Social e das Organizações - Propinas a fixar
Métodos e Tecnologias de Modelação Organizacional e Social - 5000eur
Gestão Recursos Humanos - 5000eur
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Mas será que não podiam fazer isto um bocadinho mais barato??? Raios parta. Não sei o que quero e não sei como vou pagar. LOL!!!

segunda-feira, junho 16, 2008

A ti (que nunca vais ler isto)

Ver-te assim é como se matassem um pouco de mim. E sem ti ficaria... o nada. O vazio. Acho que nem eu alguma vez me apercebi do quanto és importante para mim. Ver-me sem ti é como não ver-me, uma vida sem significado. E no entanto, tanta dificuldade em dizer-te. Tu que me embalaste em tantos momentos, que me criaste e protegeste, tu que foste a principal razão da minha existência. Sem ti terias sido apenas tu, filha única, sem irmãos. Mas a tua insistência foi mais forte que a vontade de quem te teve e superaste tudo, como a lutadora que és mas desconheces. A lutadora que teimas em não ver. E de quem vais precisar agora... e eu aqui tão impotente, sem saber como te retribuir tudo aquilo que já fizeste, como se entre nós houvesse uma dívida maior que o mundo! Sim, eu fiquei com tudo, tens razão. Fiquei até com a pessoa que mais me ama e que eu nem sempre soube proteger. Cego pela vontade e necessidade de satisfazer as minhas faltas de amor, área que já devia saber que há muito está condenada e que não é o meu caminho. Amo-te, mesmo que não to tenha dito tanto como devia. Amo-te ao ponto de sem ti nada mais fazer sentido. Amo-te e trocaria de lugar contigo se com isso soubesse que podias ficar melhor ou que serias mais feliz. Amo-te porque sei que me amas e porque és quem mais me protege mesmo nas desilusões. Amo-te porque não sei mais nenhum sentimento meu que já não possuas... e estou aqui! Para os tempos que se avizinham e não me parecem fáceis, para as tormentas que possam existir, para essas dores que teimam eu não te largar... e me partem o coração, me desorientam. Se houver quem me oiça num outro plano peço, rogo, para que nos troquem de lugar porque eu não sei viver sem ti...
Love you my sister...

quinta-feira, junho 12, 2008

Trocas

Ela - gostas de mim?
Ele - claro que sim.
Ela - claro para quem? para ti?
Ele - não, para ti
Ela - porquê para mim?
Ele - porque já devias saber...
Ela - Porquê? se nunca mo dizes...
Ele - não preciso de o dizer, tu sabes!
Ela - sei como?
Ele - porque sim.
Ela - mas não achas que sabe bem ouvir-te dizer?
Ele - talvez, mas não é necessário.
Ela - mas gostas que to diga?
Ele - sim claro!
Ela - mas não achas necessário que mo digas a mim?
Ele - não, porque tu sabes.
Ela - e tu não sabes?
Ele - sei o quê?
Ela - que eu gosto de ti?
Ele - sim, sei.
Ela - mas achas que to devo dizer?
Ele - sim... mas eu também te digo..
Ela - dizes? como?
Ele - nas mensagens que te envio
Ela - em resposta às minhas?
Ele - sim...
Ela - mas também aí foi minha iniciativa...
Ele - pois talvez...
Ela - achas que me deves conquistar?
Ele - não, porque tu sabes, sabes que eu gosto de ti!
Ela - só porque me respondes às mensagens e dás sinais de vida?
Ele - sim
Ela - e tu sabes isso se eu te fizer o mesmo?
Ele - não sei...
Ela - e se te disser que gostava que me conquistasses? que me dissesses que me amas? que fizesses um pouco mais do que acompanhar aquilo que faço ou dar resposta aos meus desafios diários? E se eu precisasse de um pouco mais de atenção? se eu precisasse da tua iniciativa?
Ele - ...
Ela - então não me amas, simplesmente me utilizas! Sou um conforto, um sentimento que preenche o vazio que é a tua vida. E eu? Eu preciso de muito mais do que ser um simples enchimento! Adeus...
.
..
...
Quantas vezes ficam coisas por dizer simplesmente porque assumimos que os outros já sabem tudo aquilo que sentimos. Para quê dizer a alguém que se ama ou gosta dela? Se é nosso(a) amigo(a), nosso(a) namorado(a), se é alguém importante, assumimos que tem de o saber. Mas terá? Todos gostamos de ser conquistados e mimados. Quando isso não acontece ficamos vazios, pobres em sentimentos que nos permitiriam ir um pouco mais longe... Se temos de estar sempre a dizê-lo? Não, não acho preciso. Mas quando estamos, quando contactamos com as pessoas de quem realmente gostamos (ou estamos a descobrir) devemos aproveitar a oportunidade para transmitirmos aquilo que sentimos. Porque os sentimentos não são tão inatos como gostariamos, porque nem todos sabemos lidar com eles da mesma maneira ou, tão simplesmente, porque é bom e sabe bem ouvir da boca de alguém "amo-te" ou "gosto de ti".

quinta-feira, maio 15, 2008

The saddest sound of all

Deitou-se. Lá fora a chuva caía provocando os sons que lhe eram tão habituais, criando a sua música e o seu ritmo. A chuva tinha o efeito de lhe trazer memórias, novas ou quase tão antigas como a sua própria existência, na sua maioria positivas mas algumas tão nefastas que podiam demorar dias a desaparecer do seu sistema. Mas a chuva, essa, sempre o acompanhou e ele sempre adorou ouvi-la cair lá fora. Ouvir a chuva faz com que pense em momentos de conforto, momentos de lazer em que aninhado num sofá se lê um livro ou se vê um filme, momento de partilha. Momentos passados nos braços de um amante, serenos, conversando ao ritmo do bater da chuva na janela ou o simples estar ali. Sentir o cheiro e o calor do corpo amado, enroscado, protegido... quente contra o frio que se anuncia do lado de fora...
...Estranho pensar em como tudo acaba tão depressa. Em como um amante passa a mero conhecido ou volta a ser um amigo como alguns outros sempre o foram. Como num nascer do dia em vez do suave som do bater do seu coração ouvimos apenas o triste som do seu adeus... pensar que num futuro não distante ao se encontrarem não serão mais do que estranhos à conversa e que aqueles olhos que nos guiavam na escuridão não são mais do que memórias no nosso coração, são tudo o que fica para recordar. Encontrar-se-ão outra vez, olhar-se-ão e tudo o que são um para o outro não passará de duas pessoas que um dia se conheceram.
"Não és mais do que alguém que um dia conheci!"

sexta-feira, maio 09, 2008

where are u...

Já antes senti a tua falta, mesmo pensando que nunca te cheguei a conhecer... és uma idealização que permanece viva no meu imaginário, na minha vida e nos meus sonhos e sei, mais do que antes, que nunca passarás disso. Contudo não posso desistir de ti! Seria como matar-me um pouco ou deixar mesmo de existir.
Imagino-te mais velho, mais sábio. Embora isso não seja o importante. Imagino-te sobretudo como uma fonte de conhecimento pronta a ser partilhada, absorvida. Uma energia estabilizadora que se adapte bem à minha energia calma. Vejo-nos em momentos de harmonia, de simples convivência... um filme visto a dois aninhados no sofá, a leitura de livros já deitados na cama, passeios à beira mar, idas ao cinema só porque sim ou por um outro não motivo qualquer! E até mesmo aqueles momento simples das horas que passam e simplesmente morrem porque ficámos deitados na cama numa ronha que sabe tão bem.
Sei que no fundo o que me faz sentir melhor contigo é o facto de não me sentir um "sex-toy". Não precisas de mim para isso, não me queres para isso. Essa experiência podia ser obtida sem metade de todo o resto que decidimos partilhar. Partilhar... acto raro da humanidade este. Mas é nosso e é a base de todas as coisas. Como é bom acordar e adormecer ao teu lado, aconchegado aos teus braços ou enroscado em ti... o teu cheiro... esse toque suave que adormece e excita os meus sentidos... e as tuas mãos! Mãos que passeiam, que exploram e me arrepiam até ao mais intimo do meu ser. Mãos que me agarram e me impedem de cair, fontes de segurança! E os meus olhos pousados em ti, mergulhados em toda a maravilha da tua existência, olhos que adormecem embriagos pelo teu ser.
Sim... na realidade não és mais do que uma parte grande do meu imaginário! E vivo cada dia tentando aprender a como viver sem te viver. Torna-se dificil já que sou bastante dependente de ti! Porquê? Porque és a representação da esperança e a esperança terá de ser sempre a última a morrer...

quinta-feira, abril 17, 2008

Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse (new clip)

Gosto desta musica e da voz desta senhora...

Someone You Once Knew (Per Le Antiche Scale, 1975) E. Morricone / P. Galdston

Soon the leaves will fall
I’ll watch the lonely moon in the sky
And when the dawn breaks
I’ll listen for your heartbeat
But what I’ll hear is your last goodbye
The saddest sound of all
We’ll meet again, we’ll stare and then
We’ll smile and speak as strangers do
And all I’ll be to you
Is someone you once knew
I know every line
The way your eyes shine in the dark
You’ll take your fire, your tenderness, your strength
And the mem’ries here in my heart
Are all you’ll leave behind
We’ll meet again, we’ll stare and then
We’ll smile, and we’ll stop and speak as strangers do
The love we made will fade away
You’ll wave and as you turn to go
I’ll know it’s true
All I can be to you
Is someone you once knew

quinta-feira, abril 03, 2008

Falta

Chego à conclusão que sinto a tua falta. Pensarás sequer em mim? Não digo o pensar constante, nem tão pouco diário, mas o pensar ocasional, interrogativo sobre o que se passa comigo. Dou por mim a pensar menos em ti o que é bom, menos em nós. Sim, definitivamente menos em nós! Mas então porque continuo eu a pensar em ti? E passam-se dias e passam-se meses em que nem me lembro de ti, em que não habitas o meu imaginário ou os sonhos... cheguei a dizer-te alguma vez que sonhava contigo? Talvez por isso me fizesses mais falta de dia já que à noite eras uma das minhas oníricas companhias. Acho que nunca percebeste ou perceberás o que foste para mim. E talvez isso seja o melhor, o mais apropriado. Quero-te longe sem que isso signifique que não goste de ti ou que sejas má pessoa, mas ter-te por perto destabiliza-me, mexe comigo, altera-me o sistema. É curioso porém, que nos momentos de tristeza ou cansaço és tu quem me surge na memória. São os nossos momentos. Tão poucos os que foram bons... porque penso eu em ti? Certamente já me esqueceste, já tiveste tantos outros pelo caminho que eu sou apenas mais um numa lista que já antes era extensa. Penso em ti. Não numa base diária, não de uma forma constante, mas penso, talvez mais pela curiosidade de saber o que é feito de ti. Saber se estás bem, se aprendeste a ser feliz... mas até a isso eu sei a resposta. Em ti nunca houve nada feliz, nada que alguma vez estivesse bem. Continuarás certamente na mesma e isso, mais do que o resto, é o motivo pelo qual te quero longe de mim! O teu desconforto provoca-me mágoa, raiva, revolta, angústia profunda. Tornou-me ao longo do tempo uma pessoa pior, pessoa que já apaguei e esqueci no caminho. Hoje sou eu novamente! Mais maduro, mais ponderado, menos envolvido, mais frio e distante, menos preocupado. Sou o que consegui recuperar e tu não destruíste. Sim, realmente por vezes penso, mas porque raio ainda penso eu em ti??

terça-feira, março 25, 2008

E acabou....


Sendlinger Tor


Uma pausa para almoço...



Neues Rathaus


Olympiapark


Neuschwanstein


Frauenkirche

Tenho a dizer que Munique foi espectacular e mais ainda porque vi Neve!!!!




quarta-feira, março 12, 2008

Sem nexo

Escrevo mais por necessidade e obrigação do que pela vontade. Não é que em mim não exista vontade, mas o cursor que pisca retira-me a creatividade, rouba-me os mais intimos devaneios. Já várias vezes aqui estive... porque será que desta vez sinto tanto medo? Talvez o receio de me expor um pouco mais, de me envolver nesse mundo fantástico que é a escrita, a imaginação! Passo tantas manhãs a tentar resistir-te e ainda assim... caio no mesmo desespero de quem nunca soube ausentar-te de facto. Já não me fazes falta! Mesmo que ainda pense em ti quase todos os dias, as tardes, as noites... Estou livre de ti! E embrulho-me comigo. Com decisões adiadas, com planos suspensos, com o sono que teima em nunca chegar. Estou bem. E talvez por isso não escreva, porque me faria mentir a realidade, porque me levaria a recorrer a tantas fantasias já olvidadas. Na noite, os cortinados revelam-me agora o que os vidros antigamente ocultavam porque desnudos tudo reflectiam. Vejo os meus pensamentos, os sonhos que pensara perdidos ou ultrapassados, vejo-te a ti! Mas a ti já esqueci! Porque insistes então em não abandonar a minha consciência. Porque teimas em aparecer... Estou bem! Nesta minha prisão do habitual, na passividade dos dias que passam, dos minutos e horas que correm, em dias que se evaporam. Não quero viver mais a minha vida, quero liberdade, quero encontrar os meus sonhos, quero... quero coisas que não posso aqui escrever porque as tornaria demasiado reais, dolorosas. Mas estou bem! Esta é a frase a reter, a repetir e absorver. Antigamente tinha receio de dizer as coisas muitas vezes porque elas podiam desaparecer, agora repito-as até à exaustão com o desejo que por tanto as repetir se tornem reais. Na realidade nunca foi de nenhuma das duas maneiras, mas também o racional nada tem a ver com isso. Sim, não escrevo por vontade! Porque por vontade eu não estaria aqui...

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Jeff Dunham - Achmed the Dead Terrorist

Porque não vinha aqui há muito tempo nada com regressar com humor. Vejam mais videos deste senhor! Um máximo!!