domingo, maio 22, 2005

Closer

Tantas coisas para escrever e, no entanto, tão pouca paciência... ultimamente este é o sentimento que pauta principalmente os meus dias, uma certa falta de vontade, como um tipo estranho de exaustão que me rouba todas as energias! Talvez esteja a ceder ao peso final desta etapa, à espera da pressão que me faça trabalhar melhor, e viva ao espírito tuga. No entanto não me sinto triste, nem nada disso, apenas cansado, dava tudo por uma férias por aí, a passear...
Este fim de semana foi contudo preenchido por uma boa surpresa, por alguém que me marcou de alguma forma, como há muito tempo não acontecia. Obrigado, e é tudo o que tenho para dizer por enquanto deste assunto. O estágio continua a decorrer, com mais casos, mais trabalho, mas isso também era de esperar... mas estou a gostar da experiência, espero não me partir antes de acabar lol. Assim mais novidades só o facto de que se calhar a minha prima vai trabalhar comigo e que tenho milhares de coisas para fazer (isto não é novidade pois não? paciência)...
Uma óptima semana a todos!!! Um beijo especial...

terça-feira, maio 10, 2005

esperanças

Olhava-o, mesmo sabendo que nunca lhe poderia tocar da maneira que desejava. Nos últimos tempos alimentava uma esperança infundada de que a sua simpatia, a sua aproximação, fossem uma forma subtil de lhe dizer que também gostava dele. Nunca antes se sentira assim! Um desejo profundo de um simples toque, como se esse toque fosse uma forma diferente de amor... no entanto sabia-o impossível, nunca poderia arriscar. Achava-o imaturo, mas demasiado sedutor, achava-o rígido e no entanto encatador, vivia nestes constantes conflitos de sentimentos tão opostos por vezes, que não percebia como se podia sentir assim... assim... apaixonado, compreendera por fim.
Tantas vezes tentara ignorá-lo, como se o evitamento resolvesse o problema... mas como evitar algúem que se sentava ao seu lado, cujo perfume, todos os dias, podia cheirar, alguém que na sua inocência tinha consigo tanta afinidade. Sentia-se ambíguo, por vezes tinha quase certeza de que aquele olhar que ele lhe fizera significava muito mais do que a amizade e, no entanto, outras vezes apenas falava das suas conquistas, das mulheres. E punha o seu ar babado quando passava uma rapariga em especial... E então sentia ciúmes. Que estupidez, dissera tantas vezes para si mas algo se mantinha a martelar, porque me sinto assim? Aproveitava todas as oportunidades para lhe tocar, pelas simples brincadeiras de colegas que convivem todos os dias, nunca deixando mostrar que aquele toque suave na sua pele para si representava um mundo...
Quis dizer-lhe tantas vezes o que lhe ia na alma, e tantas vezes lhe faltou a coragem... tantas vezes o quis beijar apaixonadamente sem se preocupar com as consequências, tantas as vezes que já nem as sabia contar... preferiu então manter esta forma de amor, porque o amor também pode ser silencioso e por ser tão mudo é por vezes maior do que as coisas, maior do que os homens... e com isso sentiu-se feliz, feliz por todos os dias se poder sentar ao lado do homem que amava, e amava mais do que tudo, mesmo que no final do dia, muitas vezes, nem lhe tivesse podido tocar.
E é assim que o amor tem razões que a própria razão desconhece......................................