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Segunda-feira, Maio 09, 2011

Porque o amor nem sempre leva ao ódio...

Chego à conclusão que nunca vou deixar de amar e que talvez o meu problema esteja em querer odiar só porque não me apetece assumir que ainda amo e que não correu bem. E que o amor pode continuar a acontecer sem que nada mais exista entre nós... hoje fiz as pazes com o passado porque o amor e o ódio não têm de existir como um só e não temos de passar constantemente de um para o outro... na realidade sou incapaz de te odiar depois do tanto que te amei. Hoje segui em frente :)

Terça-feira, Abril 05, 2011

Today is not the day...

Hoje não é o dia e muitas vezes pergunto quando será. Porque sinto ainda este arrastão interno, como se todos os sonhos e crenças me tivessem sido arrancados numa terrível onda a que chamamos vida... e estou aqui, quase como se ainda te esperasse... mas sem realmente querer que venhas.
Li hoje que uma relação verdadeira é aquela em que apesar dos maiores erros poderem ser cometidos, não conseguimos imaginar a nossa vida sem a outra pessoa. E apesar de tudo que acontece de mau, é com aquela pessoa que queremos desabafar e partilhar-nos.
Acho que já vivi isso, pelo menos de alguma forma... porque era com aquela pessoa que me imaginava a envelhecer e a construir uma vida. Talvez por isso o choque quando descobrimos que estamos a construir sozinhos e que ali... ali não há nada mais do que o nosso amor. Quando digo nosso, não é do casal, mas da pessoa individual que vive a ilusão.
Manter vivo os sonhos? Mantenha quem conseguir. Eu vivo pelo medo, de coração fechado como nunca antes tinha vivido. E como pela boca morre o peixe, eu fui aquele que sempre proclamou que preferia bater contra os muros que não ter os muros onde bater... sim, morreu o sonho que dizia "I prefer to hurt than to feel nothing at all"....
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RIP

Segunda-feira, Janeiro 31, 2011

close the door behind you

Escrevi-te um dia, que apesar do que podesse acontecer, a única coisa que te desejaria no final seria tudo de bom... o sentimento não mudou em mim. Mas analisando o que me respondeste, sei agora, que foi em ti que tudo mudou... Assim sendo, tirando o pouco que ficou pendente, este é um adeus sentido e obrigado por teres feito parte de mim :)

Segunda-feira, Novembro 01, 2010

Pego nas coisas que possuo e tudo se desfaz em pó nas minhas mãos! Penso que nada disso importa pela multidão que me acompanha, mas levanto a cabeça e estou só! Só num mundo de pessoas que se movimentam, passam por mim sem reparar... pensava ter toda a vida construída e apenas constato que nada construí. Tudo não passa de uma grande ilusão. Sento-me no chão de uma qualquer divisão que não sei tão pouco identificar. Está tudo torvado na minha vista. Ou será na minha mente? Sinto-me a perder-me dentro de mim mesmo sem compreender bem o que se passa... poderei eu estar novamente aqui? Neste sítio moribundo onde pensava não mais voltar?? Que terei eu feito desta vez?? Continuo sentado porque sei que nada disso importa. As razões continuarão desconhecidas, incompreensíveis até. Baixo a cabeça e resigno-me. Já nada resta para fazer. Nasci do pó e é a ele que quero voltar...

Sexta-feira, Setembro 03, 2010

Beira Mar

Estava ali sentado no pontão, perto do farol, a sentir o cheiro do mar e o vento que levantava pequena gotas salgadas que lhe batiam na cara. Pensava na sua vida, no percurso que até ali tinha percorrido. Sentia-se em paz, apensar das dificuldades que atravessava e das dúvidas que o assolavam o seu sentimento era positivo. Olhou para o horizonte, há quanto tempo não estava assim sentado, sozinho, à beira mar!
Ao longe ouvia as pessoas que estavam na praia, os risos das crianças a brincar, as conversas de adultos em formas de leves murmúrios trazidos pelo ar. Tudo parecia estar como devia e, se assim fosse sempre, a vida poderia dizer-se tranquila.
Voltou aos seus pensamentos. Fazia sentido aquilo que sentia? E mais importante do que isso, o que iria fazer a seguir? Parou e olhou para si. Pensar que chegara a este ponto em que tudo era tão ponderado... tão distante da sua juventude em que tudo parecia o simples resultado da soma de vários impulsos! Realmente a vida tinha-o ensinado. Só ainda não lhe tinha ensinado exactamente como sair dali. E afinal o que tinha mais importância? O sentimento ou a racionalidade? A crença ou a realidade? Levantou-se, como se se tivesse decidido! Mas decisão era a última coisa que ocorria dentro de si! Será possível dar um salto de fé quando sabemos de forma garantida que não existirá nenhuma rede de segurança lá em baixo para nos segurar???
E caminhou, ao longo da praia, sempre à beira mar...

Domingo, Agosto 29, 2010