quarta-feira, maio 24, 2006

Toque

Toco-te. No silêncio das palavras escritas como tantas vezes antes te toquei. Sei que o sentes, o imiscuir da minha mensagem em ti e nem sequer o evitas. Olho-te, percorro-te uma vez mais pela minha imaginação, sabendo que provavelmente já não serás como te penso. Tê-lo-ás sido alguma vez? Não importa! Não neste momento em que a tua imagem me pertence. Pensarás em mim da mesma forma que eu me perco em ti? Tantas vezes te sonhei que sinto conhecer-te ao mais infimo pormenor, quase decor. Todos os contornos, todos os gestos e odores. Acordo com a imagem desvanecida da tua presença em mim. Pensas-me, consigo senti-lo, sei que não me conseguiste vencer. Mas será tudo isto uma batalha? Terá sido alguma vez algo diferente? Silêncio. O silêncio que há muito me abarca, me acolhe. Tornou-se confortável com o passar do tempo e desejo hoje que não parta. Talvez sejamos actualmente muito mais do que antigamente, muito mais que simples seres que se cruzaram. Somos certamente diferentes dos restantes mortais com que nos cruzamos, porque crescemos, morremos e resnascemos... Hoje somos o que nunca antes houveramos sido, corações em silêncio falantes, um fogo vivo esbatido, dois seres em quietude expectantes. Somos os que acordaram o que o tempo há tanto tinha adormecido...

domingo, maio 07, 2006

Apetecia-me escrever algo... algo diferente, algo completamente genuíno. Mas o meu interior tem caído em silêncio e as palavras não fluem como antigamente. Estou diferente, mesmo que de alguma forma não se note, e isso assusta-me. Queria partir e nunca mais voltar!

terça-feira, abril 25, 2006

Curiosidades...

Acho que o dia de maior confronto que tive comigo mesmo foi no dia em que percebi ser uma pessoa igual a todas as outras. Não entendam mal, não que ache que somos todos iguais. Mas falo enquanto ser humano, sem poderes especiais ou qualquer capacidade desconhecida de salvar o mundo. Quando era novo acreditava nisso, em poderes. Talvez por isso as minhas séries favoritas fossem sempre aqueles em que eles entravam como estrela principal. Para dar-vos exemplos, era fã do He-man, dos ursinhos carinhosos e mais tarde da Sailor Moon. E contudo, em nenhuma destas séries estava presente o poder que eu gostava de ter, ele sempre esteve "escondido" numa outra área, uma que se revelou mais tarde para mim quando conheci os X-Men. Ali estava ele, na posse de uma personagem de cabelos brancos, feminina e, embora muito poderosa, também bastante "frágil". Falo da Storm, como já devem ter percebido. E sim, acho que esse foi o dia de maior confronto para mim. O dia em que percebi que não possuía, nem nunca iria possuir, o dom de controlar os elementos, que não tenho nada que me permita fazer justiça, que não sou mais do que outro ser humano mortal... e talvez isso até seja o melhor, e tudo faça mais sentido assim.

domingo, abril 09, 2006

Estes são tempos dificeis...

Estes são tempos dificeis. São tempos em que a vida passa e nós parecemos parar ao lado dela. São tempos em que vemos tanta coisa passar-nos ao lado sem possibilidade de as agarrar. São tempos de apatia, inertes. Tempos em que desejávamos que o tempo não existisse ou simplesmente parasse de correr. E no entanto são tempos de esperança. De fé. Aqueles em que nos parece que tudo é possível outra vez, em que esperamos que o que venha seja melhor do que o que passou. São portas abertas para janelas fechadas. São lufadas de ar fresco. São a consciencialização dos nossos próprios defeitos e feitios, das nossas forças e fraquezas, das nossas belezas e "monstruosidades". São o confronto com a realidade. E quanto estamos sozinhos, quem estará lá para nos salvar da nossa própria realidade? Quem nos protege do confronto com o que realmente somos? Where will we go? We can't escape the truth...

sábado, abril 01, 2006

News...

Apenas para dizer que passei no exame de condução e que conduzir carros a gasolina é totalmente diferente dos carros a gasóleo. Carros a gasóleos RULESSS!!! Sinto-me um ignorante a conduzir um carro a gasolina, mas enfim, vai lá com o tempo ;)
Oficialmente sou mais um perigo nas estradas portuguesas... logo agora que eles estavam a conseguir diminuir os acidentes... ihihih
Já agora, se virem alguém parado à entrada de uma rotunda com inclinação vertical, devo ser eu a tentar arrancar sem o carro ir a baixo, eu bem digo, carro a gasóleo é que é bom, mas ninguém me ouve. Raramente o carro ia abaixo, e agora... :S jesus...

domingo, março 12, 2006

James Blunt - Goodbye My Lover

Did I disappoint you or let you down?
Should I be feeling guilty or let the judges frown?
'Cause I saw the end before we'd begun,
Yes I saw you were blinded and I knew I had won.
So I took what's mine by eternal right.
Took your soul out into the night.
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.

(x2)
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

I am a dreamer but when I wake,
You can't break my spirit - it's my dreams you take.
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the father of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
We've had our doubts but now we're fine,
And I love you, I swear that's true.
I cannot live without you.

(x2)
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time,
When I'm kneeling at your feet.

(x2)
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

(x2)
I'm so hollow, baby, I'm so hollow.
I'm so, I'm so, I'm so hollow.

quinta-feira, março 09, 2006

domingo, março 05, 2006

Os Outros

É conhecido por todos a teoria que defende que ocorre uma desilusão grande nas crianças quando se apercebem que os pais não são os "Herois" que elas pensavam. Até certo ponto consigo compreender e concordar com esta teoria. Porém, olho agora para os meus pais e para outras pessoas que foram, e são, marcos para mim, e vejo que não é uma questão de desilusão. Ou pelo menos, não de desilusão para com eles. Acho que o que acontece é muito mais profundo que isso e que se mantém por toda a nossa vida. É um processo bilateral, reciproco se quiserem. Alguma vez se questionaram se somos os filhos que os nossos pais sonharam e projectaram que seriamos? As suas próprias desilusões quanto a todo o processo de criar um descendente?
E tudo isto me parece irrelevante... porque não se trata de desilusão realmente. Acho que o que acontece está na forma como conseguimos assumir os papeis destas pessoas mais próximas, que nos são mais queridas. Para aqueles que têm formação em psicologia compreendem facilmente se disser que se trata da forma como nos pomos na "pele" daquela pessoa e também muito da nossa empatia com ela. Quem não sente que os pais não têm sexo? Que mesmo sabendo por A + B que eles são pessoas normais, que não sente que eles são especiais, como se tivessem um super poder qualquer... E não, não é desilusão. É a dificuldade que temos em aceitar que são realmente pessoas como nós, que podem ter as mesmas dificuldades, os mesmos sonhos, os mesmos desesperos. Que são fracos em determinadas ocasiões e que metem a pata na poça tal e qual como nós... Custa-nos a aceitar que um dia aquela pessoa não vai lá estar... Mas se a criarmos na nossa cabeça como um ser de alguma forma "superior", torna-se mais fácil. Porque os pais não têm problemas económicos, não tem dificuldade em ultrapassar as dificuldades e têm sempre, mesmo sempre, que saber orientar-nos na resolução de problemas e situações dificeis. E para eles é tudo tão dificil como para nós. Talvez ainda mais dificil pela frustração de não nos poderem proteger de tudo e todos, por nos afastarmos pela necessidade de sermos nós próprios, com opiniões e desejos próprios... E se lhes fosse dada a opção, como nós os manteriamos sempre como os nossos heróis imortais, eles manter-nos-iam como crianças pequenas que podessem mimar e proteger daquilo que se torna o desafio a que chamamos vida. E se calhar o que todos deveriamos perceber é que é exactamente esta nossa mortalidade que nos torna seres únicos e que faz com que cada marca que deixamos numa pessoa, pelo mundo, é realmente o maior de todos os nossos tesouros...

domingo, fevereiro 12, 2006

Amar

O que fazer quando se descobre o medo de amar? Quando se descobre as marcas profundas deixadas por paixões antigas? Paixões que não passaram disso mesmo, bons momento de completo consumismo que ao acabarem destruíram tudo o que tinham criado.
O que fazer quando se chora ao apercebermo-nos do quanto aquela pessoa abraçada a nós realmente significa e o quanto se a ama? O que fazer para deixar entrar o amor numa casa já queimada, sem que isso doa ou relembre situações antigas?
Calma, passos pequenos a cada dia... e o medo de que o outro se possa fartar de esperar e vá embora? Calma. Porque me parece que o mundo desaparece quando estou contigo? Porque me sinto tão bem a teu lado, seguro, amado?E as dúvias que surgem depois? Porque estás longe de mim a maior parte do tempo? Será algum tipo de prova ou tortura? Amo-te. E mesmo assim não te deixo entrar, tenho medo, perdoa-me. Vamos com calma está bem? Um dia de cada vez, um passo à frente do outro. Amo-te. Percebes o perigo que isso pode representar? Mas o pior de tudo é amar-te sem me querer entregar, sem te querer amar de verdade. Amo-te. É tarde demais.

sábado, janeiro 28, 2006

Novidades

Para que não digam que volto com texto deprimentes, embora já saiba que vou ouvir isso :P, deixo algumas novidades importantes para mim.
Neste momento já estou a trabalhar no MillenniumBcp e estou a gostar muito da experiência! Estou quase a fazer três meses de namoro e as coisas têm corrido bem (com os problemas comuns a qualquer relação, nada de extraordinário), estou a precisar de desporto mas já me vou inscrever num ginásio para a semana. Comprei um telemóvel novo e adoro-o (se mo roubarem mato-me, ou não...). E de repente não me ocorre mais nada...

Palavras

Faz tanto tempo que não escrevo aqui, tanto tempo que não sinto falta disso e apercebo-me agora que me tenho deixado perder. Sou gémeos, e cada vez mais me apercebo do que isso realmente significa, da capacidade quase inumana de me desprender das coisas, mas mais tristemente, das pessoas. E no entanto, elas fazem-me tanta falta. Se fosse ao contrário eu já não seria meu amigo, como ser amigo de alguém que não diz nada durante séculos? Mas eu sou assim, e por mais que o tente não consigo contrariar. Lamento. Mais do que posso explicar. Tempos houve em que pensei ser o melhor amigo que alguém poderia desejar, hoje tenho muitas dúvidas de que assim seja.
Amo todos e não me prendo a nenhum e isso é triste. Triste quando ouvimos da pessoa de quem gostamos "porquê essa necessidade de demonstrar independência, do que tens medo?". Triste por não saber o que responder. Eu sou assim!! Mas servirá isso como desculpa? ou simplesmente como refúgio? Tenho alturas em que me odeio profundamente. Odeio a minha incapacidade de dizer às pessoas importantes o quanto as amo, de não dizer às pessoas que se afastaram o quanto me fazem falta.
Lamento a minha vontade de desaparecer e nunca mais me encontrar...

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Pós - Natal

E mais um natal se passou. Gostei deste natal apesar de tudo, gostei de ter estado a noite com poucas pessoas, mas pessoas muito importantes, talvez as mais importantes da minha vida, só faltou a minha prima que veio no dia de natal pro almoço.
Quanto a prendas também foram boas, recebi um conjunto de pequeno almoço (electrodoméstico: torradeira, máquina de café, tosteira e espremedor), dois livros (Praia Roubada de Joanne Harris e Anjos e Demónios do Dan Brown), chocolates, uma agenda, um cheque do meu pai para comprar um monitor novo (o meu está aos saltinhos, é um máximo), uns boxers para mostrar ao meu amor e um conjunto de dvds com o Samuel L Jackson). Fiquei contente com todas as minhas prendinhas!
No trabalho também me deram prendinhas, recebi mais chocolates e um conjunto para o banho da Body Shop. No jantar fantástico que tive com os amigos, onde a troca de prendas era a surpresa da noite, recebi um livro muito interessante chamado: Terapia do Chocolate, que promete várias horas de leitura gulosa, mas sempre informativa!
Aproxima-se agora o Ano Novo e não faço ideia do que vou fazer ou onde vou passar. No Sábado vou trabalhar até às 20h e depois não sei da minha vida... ando a pensar em cravar a casa a uma certa amiga minha que eu cá sei, ou largar os cordões à bolsa e ir até troia a um aldeamento muito engraçado com o meu amor... enfim, nunca fui bom para planos com tanta atecedência, quando chegar logo se vê.
FESTAS FELIZES PARA TODOS!!!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Natal

Recordo o entusiasmo infantil das luzes que brilhavam nas ruas, das músicas que tocavam nos centros comerciais e nas lojas, dos presentes ansiando serem abertos por debaixo de uma arvore de natal espectacularmente enfeitada, e o presépio. Milhares de figuras disposta ao longo de uma larga extensão de musgo e areia, (re)criando uma belém de há milhares de anos atrás. Recordo a minha avó, por vezes doente, mas numa alegria constante, imensa, por ter toda a família reunida e poder cozinhar para toda aquela gente. O seu rosto transparecendo satisfação, orgulho e, acima de tudo, um imenso amor. Recordo o meu tio Mario Nuno sempre brincalhão, sempre a "implicar"" connosco crianças, sempre disposto a mais uma gargalhada. "Então não me cumprimentas?" e quando tentavamos dar-lhe um beijo fugia com a cara para cima "então? vá salta e dá-me um beijo". Recordo e tenho saudades, cria-se um saudosismo das suas formas de ser, da capacidade de união familiar que a minha avó conseguia implementar, da boa disposição com que o meu tio contava anedotas. Sinto a sua falta, por vezes demasiado. Espero que se de facto existir algo após esta vida eles estejam felizes, que estejam bem e que olhem para nós com orgulho. Tenho certeza que o farão.
Mas mais do que saudosismo o Natal é uma época de felicidade, de reunião com todos, sejam amigos ou familiares. É o momento de dizermos aos outros o quanto os amamos e como nos fazem falta. E fazem-me falta, os vivos e os mortos, os próximos e os distantes. É por isso que deixo aqui os meus votos de um Feliz Natal a todos e o desejo que 2006 seja uma experiência totalmente diferente do que tiveram até aqui, sempre cheio de saúde, alegria e muita paz. A todos vocês que sabem quem são, amo-vos e sinto muito a vossa falta.
FELIZ NATAL. BOM ANO NOVO!!!

sábado, dezembro 17, 2005

Parabéns

Ao blog que fez dois anos em Novembro e eu, como bom "pai" que sou, deixei passar...

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Porque um livro podia começar assim...

O relógio marcava uma hora que os seus sentidos não conseguiam assimilar, sabia que era tarde mas não porque realmente conseguisse saber com exactidão que horas eram naquele momento. A sua confusão não era de estranhar após tão poucas horas de sono, mas mesmo assim havia algo estranho na sua forma de estar. Levantou-se, desconhecendo por completo o tempo que fazia lá fora, mas sentia ainda a magia que lhe corria pelas veias. Por vezes sentia-se velho para aqueles rituais, a sua energia já não lhe permitia manter os feitiços e a magia presentes durante tanto tempo. Mas cada novo ritual era uma nova onda de energia, era um novo conhecimento do seu ser e das suas capacidades, era um pequeno renascer.
Quem olha-se para si via apenas umas ténues rugas que lhe marcavam o rosto, não deixando adivinhar a sua avançada idade, uma idade até agora impossível para qualquer outro ser, mesmo para os seus pares na magia. Nenhum outro mago tinha sobrevivido tanto tempo e, era esse um dos motivos, que fazia de si o mais respeitado de todos os mágicos do seu tempo. Mas havia outro motivo para que tivesse uma tão longa vida, Arianroth sabia que ao partir o seu segredo seria revelado, um segredo demasiado bem guardado para que não fosse transmitido correctamente para uma nova geração, um segredo que podia mudar toda a percepção que existia do mundo, um segredo que podia facilmente destruir tudo e todos... Arianroth não podia simplesmente morrer, se o fizesse o seu espirito ficaria preso neste planeta até que o mal que isso provocasse pudesse ser reparado ou até que todo o planeta ficasse completamente irreparável. Não, não podia morrer, mas era urgente procurar novas soluções...

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Up Dates ou algo assim

Pois, faz tempo que ando desaparecido daqui e do mundo, mas também "what else is new...?". O desaparecimento deve-se sobretudo, a dois bons acontecimentos, pelo menos eu considero assim. O primeiro foram uma série de fases de selecção para ir para o Millennium BCP, as perspectivas são melhores do que as que tenho actualmente no meu trabalho e existe a possibilidade de progressão para algum departamento mais ligado à minha formação, como por exemplo, recursos humanos, qualidade ou formação. Foi uma aposta que fiz e aguardo apenas o parecer da Administração já que nos testes passei a todos (digamos que foi bom para a auto-estima, nunca tinha visto tantos psicotécnicos à minha frente, existem testes que nunca estudei e que acabaram para ser bons para a minha formação técnica). Apenas desejo que não demorem agora três meses a dizer-me mais qualquer coisa já que todo o processo de selecção decorreu num prazo recorde de uma semana e meia (uma entrevista inicial, psicotécnicos - durante 3h30 - uma prova telefónica e a entrevista final).
A segunda coisa que me fez andar mais desaparecido foi o facto de ter começado a namorar, fiz na Quarta-Feira passada um mês de namoro. Posso dizer que estou muito feliz e que as coisas têm corrido muito bem, espero que se mantenha tudo assim ou que melhore ainda mais. Sinto ter um amigo, um companheiro, um amor e isso é algo que nunca tive desta forma. Para aqueles que já me estão a chamar nomes por não ter contado nada fiquem apenas a saber que não contei porque queria ter certeza primeiro de que as coisas teriam pernas para caminhar, não foi por querer esconder ou não confiar em vocês.
E pronto, acho que não há mais novidade nenhuma, apenas sinto saudades de todos, mas os meus horários não me dão muita liberdade para estar convosco como antigamente, por muito que eu desejasse estar sempre com todos várias vezes por semana. Não sabem como sou, não consigo parar, ando sempre de um lado para o outro e estou sempre em três mil actividades ao mesmo tempo... espero ver-vos em breve.
Beijos e abraços a todos, até já ;)

segunda-feira, novembro 14, 2005

Dois momentos especiais!

Apenas para desejar os parabéns a duas pessoas que amo muito: Cristina e Marisa. A Cris fez aninhos no dia 12 e a Marisa faz hoje dia 14. Que a felicidade, a saúde e a sorte estejam sempre ao vosso lado como fieis companheiras. Felicidades!!!

Momentos como outros quaisquer

Havia no ar o cheiro a um sentimento onde nunca antes tinha caminhado. Era um cheiro adocicado, leve e reconfortante. Algo que sabia no seu intimo que havia sempre procurado, mas que até ali nunca encontrara na sua forma pura. E no meio do seu conforto havia medo, receio do que poderia acontecer se deixasse os seus sentidos serem inebriados por este aroma. A única vez que lá estivera perto tinha sofrido demais. Mas o sentimento era quase irresistivel, uma força demasiado grande para ser ignorada, deixada de lado.
Dormia agarrado ao ser que provocava todos estes estímulos, que transpirava no ar o aroma que tanto desejava inspirar e agarrar como seu. Seria possível alguém adorá-lo tanto como aquela pessoa ao seu lado? Nunca sentira ser alvo de tanto carinho e amor como era agora, mas seria isto algo sólido? Algo em que podia confiar? Descobrira ao longo dos anos que um dos seus problemas era pensar demais, antecipar e sofrer antes de tempo, chegara a matar relações por antecipar toda a dor que elas lhe trariam. Matava-se mesmo antes de poder viver. Havia motivo para continuar a fazê-lo? Pensava que não. Estar com aquela pessoa era o mesmo que estar com alguém que parecia conhecer há anos e, no entanto, decorrera tão pouco tempo. Mas tinha o amor um tempo definido? Ou seria possível amar alguém que se conhecera recentemente? Decidiu amar com o coração e esquecer um pouco o cérebro, porque ele nem sempre fora um bom conselheiro. E mantinha-se uma pergunta na sua mente, dando voltas e voltas... seria alguém que se tornara tão racional capaz de viver no limiar das suas emoções? Era algo que ficara para ver... Uma coisa, e talvez apenas essa, era certa, estava a viver um início de relação muito melhor do que as relações todas que tivera até então.
Olhava para a pessoa que estava ao seu lado a dormir ouvindo a chuva lá fora e acabara por adormecer, nos seus sonhos sabia que aguardava a felicidade do momento matinal em que abriria os olhos e diria à pessoa que amava, Bom dia meu amor.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Fantasia

Como se esquecera de dizer o que sentia? Como se fechara ao outros desta forma sem se aperceber sequer da mudança até ao ponto de lha atirarem à cara com todas as letras? Onde deixara esquecida a sua capacidade de expressão emocional... Havia apenas escuridão no local onde se encontrava e, no entanto, não sabia se desejava sair de lá. Tornara-se tudo aquilo que prometra a si e ao mundo nunca vir a ser, um fantoche que passeia entre a casa e o trabalho e não vive, alguém que se isola do mundo porque o seu próprio mundo nunca fez sentido. Como explicar a frustração de tudo aquilo que sentia? Como explicar que não se encontrava tão feliz como era suposto por ter cumprido um dos seus maiores objectivos? Acabara um curso, mas não mais do que isso, UM curso... como expor o seu desalento perante toda a excitação daqueles que o rodeavam? Recolhia-se ferido na sua própria amargura para que esta não perturbasse mais ninguém. Mantinha apenas aquilo a que se conseguia agarrar e sonhava que um dia, apenas um dia qualquer, as coisas poderiam vir a melhorar...

sexta-feira, outubro 21, 2005

Dia de Chuva

Olhava o céu que estava carregado de nuvens com aparência de quem desejava chorar, sabendo que daí a pouco tempo a terra seria brindada com uma nova onda de frescas gotas que caíriam livremente até embaterem no chão. Mas nem o mau tempo alterava a sua boa disposição resultante do acontecimento do dia anterior. Tinha dormido pouco, algo que já acontecia há alguns dias e por isso sentia a sua cabeça pesada, como se tivesse dificuldade em pensar e, até mesmo, de reagir. O céu que se estendia por cima de si era cinzento, um cinzento demasiado carregado para quem se esquecera do chapéu em casa.Certamente ia apanhar uma molha, mas não parecia estar muito preocupado se tal acontecesse. Nunca percebera porque motivo os dias assim lhe davam uma terrível vontade de ficar em casa, sentado em frente à lareira a ler um bom livro ou a ver um filme no seu dvd. Claro que se a companhia fosse boa, poderia simplesmente ficar com a pessoa amada nos braços e não pensar em mais nada. Quando pensava no assunto não encontrava nenhuma situação desse género que tivesse ocorrido até ao momento, assim remetia a mesma para um local longíquo do seu pensamento, guardada na sua imaginação como algo a realizar quando aparecesse a pessoa ideal. A pessoa ideal. Mas existiria tal pessoa? No fundo mantinha a crença que sim.
Deambulava pelas ruas sem saber muito bem para onde se dirigir. Mantinha presente na cabeça o jantar do dia anterior, o suave encanto que ocorrera ao conhecer uma nova pessoa que em quase tudo correspondia a algo que poderíamos apelidar de "protótipo ideal". Mas, e se a pessoa tivesse mentido? Se na realidade todos os seus propósitos fossem diferentes daqueles que tão sabiamente tinha apresentado? Com que tinha encantando, enebriado os seus sentidos. Tinha medo. Pensava estar preparado para este tipo de relação e, no entanto... estaria? A ideia de partilhar a sua vida era estranhamente encantadora, sedutora mas principalmente assustadora. "Posso estar com a pessoa durante anos, para toda uma vida" tinha ouvido a pessoa dizer enquanto os seus olhos de uma cor mais brilhante que o mel fitavam os seus. O sentimento que percorreu o seu corpo era ambíguo, como se por um lado o deliciasse e por outro o ferisse de morte. Pensou então para se acalmar "estamos no início, há muito para conhcer... mas, e se me apaixonar?". Nesse preciso momento sentiu a primeira gota de chuva bater-lhe na cara, levando consigo todas as suas novas preocupações. Por um motivo qualquer foi como se sentisse estar a ser abençoado... mas tal como a chuva que agora caía tão densamente, só o tempo o poderia dizer!