domingo, maio 22, 2005

Closer

Tantas coisas para escrever e, no entanto, tão pouca paciência... ultimamente este é o sentimento que pauta principalmente os meus dias, uma certa falta de vontade, como um tipo estranho de exaustão que me rouba todas as energias! Talvez esteja a ceder ao peso final desta etapa, à espera da pressão que me faça trabalhar melhor, e viva ao espírito tuga. No entanto não me sinto triste, nem nada disso, apenas cansado, dava tudo por uma férias por aí, a passear...
Este fim de semana foi contudo preenchido por uma boa surpresa, por alguém que me marcou de alguma forma, como há muito tempo não acontecia. Obrigado, e é tudo o que tenho para dizer por enquanto deste assunto. O estágio continua a decorrer, com mais casos, mais trabalho, mas isso também era de esperar... mas estou a gostar da experiência, espero não me partir antes de acabar lol. Assim mais novidades só o facto de que se calhar a minha prima vai trabalhar comigo e que tenho milhares de coisas para fazer (isto não é novidade pois não? paciência)...
Uma óptima semana a todos!!! Um beijo especial...

terça-feira, maio 10, 2005

esperanças

Olhava-o, mesmo sabendo que nunca lhe poderia tocar da maneira que desejava. Nos últimos tempos alimentava uma esperança infundada de que a sua simpatia, a sua aproximação, fossem uma forma subtil de lhe dizer que também gostava dele. Nunca antes se sentira assim! Um desejo profundo de um simples toque, como se esse toque fosse uma forma diferente de amor... no entanto sabia-o impossível, nunca poderia arriscar. Achava-o imaturo, mas demasiado sedutor, achava-o rígido e no entanto encatador, vivia nestes constantes conflitos de sentimentos tão opostos por vezes, que não percebia como se podia sentir assim... assim... apaixonado, compreendera por fim.
Tantas vezes tentara ignorá-lo, como se o evitamento resolvesse o problema... mas como evitar algúem que se sentava ao seu lado, cujo perfume, todos os dias, podia cheirar, alguém que na sua inocência tinha consigo tanta afinidade. Sentia-se ambíguo, por vezes tinha quase certeza de que aquele olhar que ele lhe fizera significava muito mais do que a amizade e, no entanto, outras vezes apenas falava das suas conquistas, das mulheres. E punha o seu ar babado quando passava uma rapariga em especial... E então sentia ciúmes. Que estupidez, dissera tantas vezes para si mas algo se mantinha a martelar, porque me sinto assim? Aproveitava todas as oportunidades para lhe tocar, pelas simples brincadeiras de colegas que convivem todos os dias, nunca deixando mostrar que aquele toque suave na sua pele para si representava um mundo...
Quis dizer-lhe tantas vezes o que lhe ia na alma, e tantas vezes lhe faltou a coragem... tantas vezes o quis beijar apaixonadamente sem se preocupar com as consequências, tantas as vezes que já nem as sabia contar... preferiu então manter esta forma de amor, porque o amor também pode ser silencioso e por ser tão mudo é por vezes maior do que as coisas, maior do que os homens... e com isso sentiu-se feliz, feliz por todos os dias se poder sentar ao lado do homem que amava, e amava mais do que tudo, mesmo que no final do dia, muitas vezes, nem lhe tivesse podido tocar.
E é assim que o amor tem razões que a própria razão desconhece......................................

quinta-feira, abril 28, 2005

A ti Velhice...

Hoje vi-te uma face diferente,
vi-te a juventude desgastada pelo tempo,
as rugas marcadas pela idade,
e falavas num sofrimento emergente...
Disseste-me olá uma vez mais,
demonstrando que me aguardas calmamente,
que esperas que um dia eu te alcance.
Neguei-te novamente sentindo-me impotente,
sabendo que serás tu a minha sorte!
Sorriste-me, percebendo o meu doce desespero,
o meu medo em alcançar-te...
Perguntaste-me, calma, se temia a morte,
disse-te que não, que não era esse o meu medo.
Olhaste-me com os teus olhos já vazios,
procurando em mim uma nova solução,
uma resposta que fosse em tudo diferente...
e eu olhei-te nos olhos friamente,
e disse-te: não te quero em meu horizonte
porque para mim não és mais,
em nada diferente, desse monstro chamado solidão...


Por estranho que pareça, mais do que à doença, no meu local de estágio vejo demasiado sofrimento ligado à velhice, a esta fase que deveria ser totalmente diferente, que não deveria significar o abandono a que vejo delegada tanta gente mas sim uma partilha de conhecimentos acumulados numa vida... mas como se transmite conhecimento se não há quem o receba? se aqueles que mais amámos durante anos se afastam por cada nova ruga que aparece?... às vezes tenho medo de chegar a esta fase, medo de todas as perdas que ela representa, medo de chegar a um ponto onde não possa ser auto-suficiente e me aperceba, aí sim, da minha imensa solidão...

quinta-feira, abril 14, 2005

quem diria...



Your Brain is 46.67% Female, 53.33% Male


Your brain is a healthy mix of male and female
You are both sensitive and savvy
Rational and reasonable, you tend to keep level headed
But you also tend to wear your heart on your sleeve

quarta-feira, abril 13, 2005

Retrospectivas

Olho para todas as coisas que escrevi nos últimos tempos e percebo um pouco mais os sentimentos que me consumiram e me consomem ainda hoje. Tento exteriorizar uma indiferença que não convence, nem a mim, e no entanto, dizer-me que sinto a falta de tantas coisas do passado custa-me ainda mais, demasiado. Talvez tenha sido eu a expulsar algumas dessas coisas da minha vida, talvez tenha sido eu a ficar cansado e saturado de tantas outras mas que muda isso de facto? Dizem-me que os sentimentos não deveriam ser estes, que se fosse o que supostamente aparentava não deveria ser assim. Pois lamento, mas não concordo. Era por ser tão verdadeiro, por ser tão importante para mim que os sentimentos são assim. Foram de desilusão, foram de mágoa e agora, mais que tudo sei que são de raiva, de vontade de desistir e acabar com tudo aquilo que anda num impasse, numa terra de ninguém. Reafirmo muitos sentimentos percebendo agora aquilo que não avancei, a mágoa que ainda em mim habita, mas noto que as consequências são diferentes... e nada me afecta da mesma forma.
Como tudo tem um lado positivo, nada do que aconteceu nos últimos tempos poderia ser diferente, fez-me crescer, e muito. Fez-me deixar de viver em fantasias, porque o eram de facto, talvez até mais que isso, talvez fossem patalogias latentes, a irromper. Não deixei de amar ninguém, como já tantas vezes o afirmei, mas as coisas mudam e sejamos francos, tudo mudou. As pessoas, os sítios, as interacções. E talvez isso até nem seja negativo, pelo contrário, ficam aqueles que querem e podem ficar, vão-se aqueles que não querem ou não podem ficar e a vida continua e como li algures há pouco tempo alguns utilizarão outras forma de fazer as despedidas dizendo simplesmente, "até sempre".
Como também já disse a algumas pessoas talvez eu deturpe algumas coisas, talvez até chegue a dramatizar umas tantas outras. Esta é a minha forma de sentir, a minha forma de viver. Quando me dou, dou-me de coração aberto, dou-me na totalidade do que sou. E, talvez por isso, quando me sinto de forma diferente tenda a ser bastante radical nas minhas formas de expressão, nas palavras, nas acções. Relendo alguns comentários acho importante dizer duas coisas mais. Sim, eu digo coisas sérias a brincar (e isso é algo que estou a aprender a não fazer, cada vez mais tentarei abolir esse comportamento por todos os disabores que já me trouxe), mas já expliquei o porquê num outro post e portanto não desenvolvo mais essa questão. Quanto às desculpas, não tenho desculpas a pedir neste momento, pedi-as a quem senti que devia pedir e, em alguns casos, até o fiz mais do que uma vez, mas existem diferenças. Existe o pedido de desculpas e existe o deitar-me no chão para passarem por cima, a segundo não o faço mais, já o fiz em tempos e mantenho apenas ilusões de amizades e carinhos que de facto não existem... não vou mais arrastar-me pela amizade de ninguém, porque a amizade não é moeda de negócio ou de troca, é algo que se dá de livre vontade a quem se quer, a quem se estima, eu vejo as coisas assim e talvez esteja errado, talvez...
Peço desculpa, mais uma vez, por voltar a estes temas, mas apeteceu esclarecer algumas coisas por conversas que ocorreram e por comentários que reli aos posts anteriores... enfim, talvez tenha ficado centrado neste tema, será um trauma que me vai acompanhar mas que prometo não voltar a mencionar aqui para quem lê (até porque não tenciono ficar com ele para sempre)... Abraços e beijos a todos... e até sempre (e espero que o sempre seja breve, em cada dia para todos aqueles que amo, como sempre amei...). Já agora soube bem esta última catarse...

terça-feira, abril 12, 2005

Mudanças pelo tempo

Hoje todo o mundo se mudou,
o sol brilhou de forma diferente
e a tua falta esteve tão patente...
Senti hoje o real fosso
que entre todos se criou,
entre o passado e o presente
e de como tudo de facto se alterou.
Quis voltar atrás no tempo.
refazer tudo de forma diferente
e, no entanto, tão impotente,
incapaz de alterar as marcas,
profundas cicatrizes que o tempo nos criou.
Relembro a inocência que tinhamos,
as mágoas que em conjunto adquirimos
e o tão pouco que hoje somos em comum.
Todos os momentos que passámos,
as situações que prolongámos pelo prazer
de tudo aquilo que nunca seremos,
mas agora somos o que nunca antes fomos,
hoje somos livres no nosso amor...
e se... será que podemos

terça-feira, abril 05, 2005

Novidades

Queria só dizer duas coisas, uma é que o post anterior chama-se desejos porque está dentro do meu desejo de que se pudesse fazer mais para evitar esta infecção crescente pelo HIV. A segunda é que há bem pouco tempo chamaram a minha atenção (obrigado Marisa) para o novo link que está ali inserido no lado direito, mas que vou aqui indicar http://verdadeiroeu.blogspot.com/ para ser mais fácil. Adorei, e devorei, tudo o que este jovem rapaz escreveu/escreve na sua página, nesta sua auto-biografia em que nos guia por uma história de vida muito pessoal e muito sentida. Não só acho importante ler para ter noção das realidades alheias, mas principalmente porque nos permite aprender muito mais do que isso. Como futuros profissionais na área de psicologia, muitos dos que lêem este blog o são, é importante pensarmos qual seria a nossa reacção se pais, como os ali relatados, viessem ao nosso encontro e nos pedissem para "curarmos" o seu filho homossexual. Infelizmente esta realidade não é assim tão improvável e toca-nos a todos.
Na minha opinião pessoal não acho que pudesse sequer trabalhar esta questão dado que provavelmente a minha vontade seria de ofender os pais e chamá-los retrógrados. Claro que não o faria desta forma, mas seria complicado, muito complicado, pela forma como o tema de toca... acho que como psicólogos temos a obrigação e dever de pensar nisto. Bons pensamentos!

segunda-feira, abril 04, 2005

Desejos

Hoje apercebi-me da necessidade de falar das coisas que são tidas quase como tabus, dos pensamentos e crenças erradas que ainda "passeiam" pela nossa piscina cultural e são, erradamente, transmitidas de boca em boca. Vem com esta noção um certo sentimento de impotência, de como fazer chegar a informação de uma forma diferente, de uma forma que não só entre, mas que plante uma semente e que esta cresça e venha a dar frutos, ou neste caso, sabedoria indispensável. O HIV é um inimigo silêncioso, demasiado pacato para que possamos utilizar os seus sinais ou sintomas como alerta ou aviso e, no entanto, ele existe e não é uma realidade que nos passa ao lado! Como em várias outras coisas é mais uma bola que passamos para um campo que não o nosso, num campo onde nós não jogamos ou nos limitamos a ficar nas bancadas a ver a acção a decorrer, e isto é uma segurança tão ilusória. Com quantas pessoas infectadas já estivemos mesmo ao nosso lado, sentadas connosco no metro, num restaurante, sem qualquer possibilidade de lhe conhecermos este rosto mais sombrio. O HIV não se vê, demora a manifestar-se e é importante desmitificá-lo como algo inerente apenas a grupos de risco. É importante saber que em Portugal, embora os números mais elevados sejam nos utilizadores de drogas injectáveis, os heterossexuais são um grupo em iminente crescimento (não que isto desresponsabilize todos os que não pertecem a nenhum destes dois) e que têm de aprender novas formas de protecção e negociação da sua própria vida. Sei que este talvez não seja um tema que interesse às pessoas que aqui passam, mas achei importante deixar o alerta. Não ignorem este inimigo que existe, não lhe dêem mais uma vantagem de se considerarem invulneráveis à sua força silenciosa e, por isso, lhe abrirem portas com comportamentos de risco. O prazer não paga uma vida e essa vida pode ser a vossa... uma boa semana, uma semana de comportamentos seguros.

segunda-feira, março 28, 2005

Reflexões

Começo a nunca saber muito bem se me faz bem ou mal ir a casa. Volto sem grande vontade de sair do modo "férias" mas também não tenho vontade de ficar e entrar em modo "pasmaceira". Cada vez mais tenho a certeza de que os meus pais vivem num mundo paralelo, em que a realidade é barrada à entrada, e a fantasia do resolver as coisas quando elas estão à nossa frente entra em vigor e em exclusividade total. Canso-me de lutar com uma maré que nem percebo bem onde começa, mas que sei bem onde termina, e termina num sítio onde eu não quero ir parar. Aproximam-se tempo engraçados, desafios, frustrações, e entristece-me apenas não me sentir com a energia necessária para os enfrentar ou fazer deles coisas positivas, mas cá estarei como sempre estive antes.
Quanto ao último post e aos comentários que daí surgiram... sim, talvez seja defeito meu mas sempre disse as coisas em tom de brincadeira, talvez porque detesto magoar as pessoas, magoar-me a mim também e sempre senti que as mensagens lá chegam mesmo que sejam ditas de forma mais "suave". Compreendo agora a necessidade de deixar de parte este tom de brincadeira ou esta forma de dizer as coisas mais levianamente, mas estou cansado. Acho que nos últimos tempos tentei apenas que as pessoas se apercebessem que eu não sou uma pessoa sem defeitos e que, consequentemente, também não sou uma pessoa sem necessidades. Sentia-me a dar demais e a receber pouco, sinto que já apoiei demasiadas pessoas e que me esqueci de mim, fiquei algures pelo caminho e que isso também não é correcto. Várias coisas me magoaram nos últimos tempos mas evito dizê-las porque as pessoas tendem a assumir o papel de magoadas ou ofendidas com o que faço e digo em vez de tentarem resolver o que se passa. Não nomeio nomes porque isto dirijo a todos os que quiserem ler e se identificarem com o que digo. Se se sentiram ofendidos ou magoados lembrem-se apenas que eu também me senti, que me senti perdido e que me desiludi tanto ou mais do que vocês.
Cheguei talvez à conclusão que não sou único que foge dos problemas, acho que todos preferiram afastar-se a encarar as coisas de frente, todos usámos a falta de tempo como desculpa para não resolver o que necessitava demasiado de resolução e talvez tenhamos todos acordado tarde demais. Sinto-me cansado, já o disse, e como tal tenho menos paciência para andar atrás das pessoas ou a dar provas do meu amor ou amizade (como lhe queiram chamar), mais ainda quando sei que para outras pessoas tal não se torna necessário... Como sempre existem excepções a tudo aquilo que aqui disse, pessoas com quem sinto que as coisas não mudaram, mas também essas não acho correcto nomear...
Termino apenas a agradecer os comentários, mesmo os que se mantiveram anónimos. Para ti Cris, eu sei o que sentes em relação a tudo isto e sei que provavelmente te faz tanta ou mais confussão do que me faz/fez a mim agradeço estares sempre por aí a bater-me na cabeça, também faz falta, sabes (espero eu) que te adoro. Beijos grandes para ti.
Até à próxima a todos ;)

sexta-feira, março 25, 2005

palavras ao vento

Tantas vezes imaginei que me perguntarias o porquê de tantas coisas, que quererias saber porque tudo se mudou e como poderia ser solucionado. Nunca quiseste de facto saber, escudado na tua posição de pessoa ofendida e muito magoada com as palavras que se calhar, de tão reais, te foram tão difíceis de ler... Imaginarias que eu morreria sem te ter aqui? O teu egoísmo não te permite ver além da suposta mágoa e isso entristece-me. Como nos tapamos nas desculpas mais diversas, de um tempo que escasseia, para não dizermos que na realidade o que falta é a vontade, o desejo, a paixão. Pensarás ser um ser perfeito? Um amigo sem falha? E, no entanto, tantas vezes me falhaste, sem que eu nunca percebesse até agora. Tantas vezes estendi a mão para que encontrasse um vazio, o vazio deixado pela tua ausência e tantas vezes reprimi o conhecimento deste facto dentro de mim, afirmando que estarias numa próxima vez... nunca estiveste! Como também não estás agora! Apenas uma coisa se alterou desde então, eu não preciso do teu ser, serei suficiente para me construir e ser mais forte, nem uma lágrima derramarei sobre o teu leito. Sim, sobre o leito que em mim existe da tua morte, porque essa é a única justificação da tua ausência, a única que me permito aceitar. Despeço-me de ti, a quem nunca realmente conheci, questionando-me de qual terá sido a minha utilidade para o teu ser, sentindo-me utilizado por todo o apoio que te dei e nunca recebi, mas acima de tudo magoado, destroçado, não porque isso seja o conveniente (como foi para ti), mas porque é uma realidade que tu jamais alcançarás... Adeus amigo, as palavras estão gastas e as almas demasiado afastadas para se unirem outra vez... palavras ao vento, para um vento que as apanhe...

segunda-feira, março 14, 2005

só porque me apetecia escrever...

Sento-me e olho o mar. Que saudades deste movimento deveras simples, mas com tanto significado. Vejo todos os sítios onde já estive, aqueles para onde gostaria de ir, todos os que já visitei e cresce em mim uma vontade imensa de me instalar em todos aqueles que já antes conheci. É como se sentisse medo deste infinito, destas novas cores, como se tivesse medo de não controlar o barco em que navego, e olho o mar... está calmo, as pequenas ondas rebentam na areia lisa, sem conchas, onde tantas vezes me deitei. Oiço agora o seu rebentar, acompanhado daquela espuma branca que recordo como refrescante, há quanto tempo não vou ver o mar! Sinto que volto novamente ao que conheço, e já antes esqueci, como um jogo viciado que não tem forma de ser quebrado... Sou uma criança e como uma criança olho o mar...

quarta-feira, março 09, 2005

um mundo...

Queria ter tantas coisas para dizer,
tantas histórias para contar,
tanto feitos por vangloriar,
e fico aqui, sem a capacidade do fazer.
Resta-me contar toda esta evolução,
as alterações de que sofri
e me levaram à tão grande transformação,
quase tão grande que me perdi.
Hoje encontro-me onde antes me esqueci,
acho-me no tanto que apaguei
sempre para me achar tão longe daqui,
sem nunca perceber realmente onde fiquei.
Estou aqui, onde em tempos comecei
volto assim à estaca zero (re)aprendendo
tudo aquilo que esqueci, que aniquilei
ficando mais seguro no que vou conhecendo...
Sou quem fui mudando e mudando assim cresci

segunda-feira, março 07, 2005

Estou Up-To-Date e isso é tão bommmmmm

Os relatórios foram todos enviados ao professor um dia antes de acabar o prazo que ele nos deu (a mim e à minha colega). Sinto-me extremamente aliviado e com muito mais esperança de conseguir acabar as coisas dentro dos prazos de 1ª época o que me deixa mt mais contente do que andava ultimamente.
De resto ando melhor, abri o meu coração e isso aliviou-me bastante. Talvez tenha aberto o coração à possibilidade de algumas pessoas poderem não querer mais fazer parte dele e isso também me aliviou. As amizades também são efémeras e, às vezes, mais importante do que serem para a vida toda é que, enquanto duram, sejam o mais sinceras e melhores possíveis.
E agora podem convidar-me para cafés e coisas assim, I'm Back to the World (pelo menos até ao próximo Domingo, lol).
Apenas para informação geral:
Consultas de Triagem psicológica efectuadas até ao momento: 27
Reavaliações psicológicas efectuadas até ao momento: 49
Consultas de acompanhamento psicológico até agora: 8
Total: 84 Consultas!
Beijos e abraços a todos vocês.

quinta-feira, março 03, 2005

Porque sabia que um dia isto iria chegar

Tentei por demasiado tempo evitar algo que sabia que não poderia ser evitado. Calei principalmente porque sei que o que vou dizer vai magoar as pessoas de quem gosto (e sim, gosto mesmo). Mas não posso deixar de dizer, mesmo sendo acusado de não o dizer directamente, não que para alguns isto seja novidade, mas nunca fui bom a dizer coisas cara a cara ou olhos nos olhos. Talvez porque sou pouco assertivo, e como tal, fico sempre com tudo por dizer, ou suavizo tudo para que não me pareça que estou a fazer mal ou, pelo menos, para que não me sinta como uma pessoa horrível. Perdoem-me à partida se assim o quiserem fazer, se o vosso coração assim o deixar...
Não posso deixar de olhar à volta e sentir-me demasiado só, de ver que aquilo que considerava ser um mundo social bem construído não precisou de muito para se partir em bocados, para como, tão bem alguém o disse, ruir tão facilmente. Sinto que todos me faltaram quando mais precisei de apoio e sinto-me incontornavelmente só. Talvez seja injusto, talvez veja neste afastamento todas as razões erradas mas isso pouco importa. A verdade é apenas aquilo que sinto (e também isto pode ser muito criticado, não é verdade meus amigos psicólogos?), este é actualmente o meu mundo de significados. Custa-me partilhar-me com pessoas que antigamente me diziam tanto, com quem por tantas vezes bastava apenas um olhar mais profundo para sentir que toda a minha alma tinha sido decifrada. Hoje olham, vêem apenas o vazio e nem com isso parecem muito preocupados, certamente não quero que ninguém deixe de dormir por isso, mas às vezes uma palavra bastava para que tudo fosse, talvez, diferente. Compreendo a ocupação de todos aqueles que antigamente eram muito mais disponíveis, também eu o era e repito, era. Porque sou tão criticado por não estar presente se essa presença implica um tempo que não possuo?? Às vezes sinto que as pessoas se esquecem demasiado rápido daquilo que fizeram ou então talvez tenham tido uma experiência muito diferente da minha e não compreendam as exigências a que estou exposto neste momento. Apetecia-me parar, desaparecer, desistir de tudo isto. Isto que já não me faz sentido, isto que me tem deixado preocupado. São tantos os sonhos que uma pessoa constroí para ver deitados por terra, tantos os projectos por realizar e tão poucas perspectivas de os poder levar um pouco mais adiante...
Custa-me ver que muitas coisas não são também partilhadas comigo como eram antigamente, custa-me sentir que fui substituído agora que estão presentes elementos que talvez ocupem parte do meu espaço, ou terei sido eu a ocupar o espaço desses elementos em falta? Perco-me, sem me encontrar como encontrava antigamente. Cada vez mais cresce em mim um sentimento de não precisar de ninguém, de não querer ninguém. Meu Deus, e isto dói. Dói porque eu sempre fui tão ligado a todos os que me rodeavam, porque sempre disse que uma pessoa precisa de ter pessoas à volta para poder ser feliz. Sinto que estava errado, demasiado errado talvez, claro que as pessoas são precisas, fazem parte do mundo em que vivemos, mas a nossa felicidade não se constrói delas. A música que pus no post anterior tem muito a ver com este sentimento, cada vez mais constato que sou eu e mais ninguém, que tenho de ser eu o meu melhor amigo e que tenho de quebrar com aquilo que fiz durante tantos anos, apagar-me para satisfazer todos os outros. Talvez a sistémica explique este meu cansaço, talvez outras ciências o expliquem, não sei, talvez a dinâmica ou talvez a psicologia explique demasiado pouco. Porque são teorias, são técnicas e esquecem demasiado a pessoa... Sei hoje que não vou ser rico como sonhei em criança, que não vou ser sempre feliz como até há tão pouco tempo pensava possível, sei apenas que sou mais humano, que sou um ser com muito mais defeitos, mas também como muito mais veracidade do que antes. Não peço que compreendam, não peço sequer que aceitem esta mudança por talvez me fosse difícil para mim aceitá-la noutra pessoa, peço-vos apenas um coisa: lembrem-se sempre da forma como afectei a vossa vida, como marquei bons e maus momentos porque são esses que são importantes...
Só para finalizar, ponho de parte o aceitar de desculpas de falta de tempo, de falta disto e daquilo, eu sempre tive tempo para os amigos (pelo menos até recentemente) e talvez tenho sido a falta deste feedback que me tenha levado a ponderar muitas coisas, a sentir tanto esta necessidade de mudança. São poucas as coisas que estão ao meu alcance mudar, posso mudar-me a mim, talvez. Talvez tudo não passe de uma necessidade imensa de mudança, ou não fosse eu um ser nómada, ou não fosse eu um gémeos convicto, ou não fosse eu tudo aquilo que sou. E sou, agora cada vez mais meu...
Peço desculpa se magoei, mas já me magoei demasiado a mim com tudo aquilo que tenho calado. Vocês também não são perfeitos e eu aceitei sempre isso com o coração aberto, porque sempre acreditei, e acredito, que são as diferenças que nos fazem crescer... não percebo que se deixe de gostar de um amigo de um dia pro outro, eu nunca o consegui (Embora o consiga mtas vezes a níveis amorosos, o que me leva a questionar até onde realmente me entrego nos diferentes tipos de relação). Acho que me fico por aqui... agradeço a quem teve a paciência de ler tudo. Até sempre, seja este sempre amanhã ou daqui a alguns anos... the world it's a small place after all

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Me, Myself And I

Gosto desta música, não me perguntem porquê, porque não sei responder, gosto e ponto final. Estou bem e, embora cheio de trabalho, não tenho mais nada a dizer. Deixo-vos a letra:
All the ladies if you feel me, help me sing it now...

I can't believe I believed
Everything we had would last
So young and naive for me to think
She was from your past
Silly of me to dream of
One day having your kids
Love is so blind It feels right when it's wrong

I can't believe I fell for four years
And I'm smarter than that
So young and naive to believe that with me
You're a changed man
Foolish of me to compete
When you cheat with loose women
It took me some time but now I moved on

Cuz I realized I got
Me, myself and I
That's all I got in the end
That's what I found out
And it ain't no need to cry
I took a vow that from now on
I'm gonna be my own best friend
Me, myself and I
That's all I got in the end
That's what I found out
And it ain't no need to cry
I took a vow that from now on
I'm gonna be my own best friend
So controlling , you said that you love me
But you don't
Your family told me one day
I would see it on my own
Next thing I know I'm dealing
With your three kids and my home
I've been so blind
It feels right when it's wrong

Now that it's over
Stop calling me
Come pick up your clothes
No need to front like you're still with me
All your homies know
Even your very best friend
Tried to warn me on the low
It took me some time
But now I am strong

Because I realized I got
Me, myself and I
That's all I got in the end
That's what I found out
And it ain't no need to cry
I took a vow that from now on
I'm gonna be my own best friend
Me, myself and I
That's all I got in the end
That's what I found out
And it ain't no need to cry
I took a vow that from now on
I'm gonna be my own best friend
Me, myself and I
I know that I will never disappoint myself
All the ladies if you feel me
Help me sing it now
Ya, you hurt me
But I learned a lot along the way
After all the rain
You'll see the sun come out again
I know that I will never disappoint myself
[Repeat to end]

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Segundo li no jornal...

"A Falta das coisas que não temos procede o pouco valor que damos áquilo que já possuimos"
Pois, parece básico mas é, de facto, bastante real. Tentarei valorizar cada vez mais aquilo que já tenho para sentir cada vez menos falta daquilo que me falta.
Devo aqui deixar os meus PARABÉNS ao meu amigo Manelito pelo curso concluído e por já ser, neste momento, um Sr- Engenheiro. Boa amigo!!
O momento deradeiro chegou, foi-me dado um prazo para a entrega dos relatórios em atraso, acho que vou morrerrrrrrrrrrrrrr. Se o meu telemóvel tiver alguma mensagem do género: "lamentos, mas o cliente para o qual ligou está em estado histérico e não pode, neste momento, atendê-lo" não se preocupem, a partir de dia 7 as coisas melhoram (ou será que não??? ai, tenho medo, lol).
Por fim, obrigado Nokitas, eu sei que tu está sempre por !!
Jokinhas e abraços a todos e, se não morrer entretanto (para os mais mórbidos, eu estou a brincar ok???), vemo-nos em breve (ou não... lol)
Somos um livro em branco
escrito por um tempo que marca,
Somos um barco vazio
cheio pela gente que passa.
Somos mundos e, no entanto, pequenos.
Somos micróbios e, por vezes, gigantes,
somos quem pode fazer toda a diferença,
somos quem vive, quem avança.
Sou muito mais do que posso gerir,
muito mais do que a mente alcança,
sou assim, e não pretendo mudar,
mudo apenas quando a mudança me chama,
e, como a chama, renasço da cinza,
feito um novo ser, uma nova esperança.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

So Little

E foi preciso tão pouco, tão pouco
para que todo o mundo se desmoronasse.
Foram tão poucas a palavras, as acções,
tão ínfimas que mal consigo identificar
os motivos desta ruína...
mas hoje resta este aglomerado do passado
em que nos movemos individualmente,
resta tudo o que foi vivido e sobra este imenso,
o desmesurado, que ficou aqui parado por viver.
Mais que a perda, lamento o futuro que nos foi roubado,
as alegrias e tristezas que não nos foi permitido partilhar
e vagueio pela imaginação de tudo o que seria, mas não foi.
Apaziguaram-se os corações e as mágoas,
as pessoas e as palavras, e sobrou o nada.
Este nada em que nos (des)encontramos,
este nada em que nunca antes nos vi viver.
Espero hoje como sempre até aqui esperei,
pela salvação de algo que sei que se mudou,
talvez demasiado, talvez de forma imperceptível,
talvez para demasiado longe de qualquer um de nós...
Como antes sinto que falta aqui algo, que me falta aqui alguém...

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Soft despair

É engraçado este sentimento de começar um novo semestre sem sentir que o outro tenha de facto terminado. Ou será que um fim-de-semana é o tempo indicado para a separação destes dois períodos?? Mais ainda me tem alegrado este sentimento de desespero que se vai instalando em mim sempre que vou a mais uma apresentação de uma cadeira. As avaliações são tantas que me pergunto onde afinal irão eles encaixar a matéria... mas já estou como é hábito do bom povo português: o tempo o dirá. Se chegar vivo ao final, menos mal. Vale-me o facto de não me poder queixar do semestre anterior (ou devo chamar-lhe trimestre? Na realidade tanto o anterior como este são de 3 meses, mas pronto, quem sou eu para contrariar os senhores não é?) já que tive 16 às duas cadeiras obrigatórias do meu núcleo (digam lá que não gostam destes meus momentos de vangloriação). Falta-me saber a nota da optativa que era/é a que me provoca mais curiosidade, quero mesmo saber como nos safamos àquilo, a ver vamos... E pronto, é sempre bom ter um semestre de 3 meses que acaba no dia dos meus anos e aumenta a pressão de tudo aquilo que vou ter de fazer para estas novas cadeiras (recalcando completamente tudo o que se prende ao relatório de estágio). É bom este sentimento de "soft despair" que das duas uma, ou me vai ensinar a gerir muito bem o meu tempo ou me vai levar a sofrer de crises agudas de stress, mas isso agora não interessa nada...

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

E pronto, é assim

surprise
You have a surprise kiss! Your partner is always
pleasantly pleased to have you jump outta no
where to dote them with a fun peck on the cheek
or more passionate embrace. super markets and
work places are your favorite places to attack
your loved one with all your love =p

What kind of kiss are you?
brought to you by Quizilla

Férias, esse ser desaparecido

E pronto, hoje finalmente fui entregar o último trabalho deste semestre e do qual tenho discussão na Sexta-Feira. Embora desapareça um peso de cima, por sentir concluído, suponho eu que com alguim sucesso, este semestre aparece o espaço para outro tipo de preocupações, nomeadamente, com o meu relatório de estágio. Não é que não tenha já lido coisas para a parte teórica e não tenha montes de informação para a parte prática, mas começá-lo... espero conseguir de facto iniciá-lo neste fim de semana.
Estou contudo mais descanso por me parecer que as coisas não correram assim tão mal. O estágio parece correr normalmente, sem grande sobressaltos e as cadeiras vão-se fazendo o melhor possível. Embora não saiba ainda a nota de nenhuma as prespectivas são positivas, pelo menos eu sinto assim, a ver vamos.
Sinto falta de não poder estar mais com as pessoas de quem gosto por questões de falta de tempo, mas nem sempre é possível desdobrarmo-nos em dois ou três, é pena. Contudo, transporto todos no coração.
Assim de repente não me ocorre mais nada para escrever, portanto acho que me fico por aqui. Espero apenas que também comentem os pots positivos e não apenas aqueles em que a via dramática é de cortar as veias :P
Façam o favor de ser felizes!