quinta-feira, julho 12, 2007

o adeus...

Olho para ti e sei que já não há a vida que anteriormente aí existiu. Olho-te impotente, abandonado ao teu destino sem possibilidade de intervenção, sem muito que possa fazer para te auxiliar... deixa de haver à tua volta o brilho da energia, aquela que me fazia acreditar que ficarias sempre por aqui, sempre perto. E sei que no meu intimo me sinto perdido perante a ideia de não te ter presente, de perder as tuas orientações. Volto a ser o menino pequeno e inseguro que era quando te conheci, quando abraçaste com alma e coração a árdua tarefa de me educar. Fizeste de mim teu filho e amaste-me mais do que aqueles que verdadeiramente o são. E tentei sempre desempenhar a minha parte, tentei ser o melhor filho que alguma vez consegui ser, sempre meigo, sempre atento, sempre o "bom rapaz". E muitas vezes discutimos e muitas vezes me senti diminuído, mas tudo isso fazia parte do meu processo de amadurecimento...
Acho que ganhei ao longo deste ano, ou talvez desde do meio do ano passado, uma capacidade estranha para chorar. Choro muitas vezes por antecipação. E antecipo verdadeiramente a tua partida. Sim, este é o meu ano de perdas. Espero que não seja o ano em que me perca de mim... Sei que de alguma forma já abandonaste a luta, consigo vê-lo no teu olhar, na tua falta de apetite, na pouca mobilidade, no adormecer quase imediato assim que te encostas ao sofá, no abandonar das tarefas diárias que antigamente significavam tanto para ti. Percebo que queiras ficar em paz, que queiras o descanso, afinal foram já tantos anos de luta... mas compreende que quem cá fica é egoísta e não te pode deixar partir sem um pouco de luta, nem que seja só com o objectivo de dar um pouco de alento aos nosos corações. Eu sei, mais do que os outros, que agora há que respeitar os teus sentimentos e dar-lhes espaço para se expressarem mas perdoa-me não conseguir apenas segurar-te a mão para deixar-te ir...

segunda-feira, julho 09, 2007

Frases de músicas

"I'd rather be alone
Than unhappy"

"I tried to live alone, but lonely it's so lonely, alone
So human as I am I had to give up my defenses"

"Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life"

"If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?"

"Please, don't let this feeling end,
It's ev'rything I am,
Ev'rything I wanna be"

"Where do I begin to tell a story of how great a love can be,
the sweet love story that is older than the sea,
the simple truth about the love she brings to me?
Where do I Star?"

Comentários...

Começo a achar estranho que ultimamente se virem para mim e me digam:
"tu tens tudo para ser feliz!! vais ter um futuro fantástico!!"
Sou só eu que estou cego ou não sei realmente o que quer dizer ser feliz? Ou será que o mundo todo sabe de algo que eu estranhamente ainda não descobri??

domingo, julho 08, 2007

Sensations

Sempre houve em mim um encanto secreto pela tua magia. Sinto-te correr em mim sem saber como te chamar, como te aclamar. És parte do meu todo sem que saiba como te usar a meu favor. E fascinas-me. Como a criança que vê um peluche pela primeira vez ou que faz uma grande descoberta. Respeito-te. Ao contrário de muitos que te temem. Tenho a certeza do teu potencial e da imensa harmonia que existe em ti e naqueles que te dominam. És senhora de grande energia, responsável pelos variados equilibrios que tentam manter o mundo. Não te invejo a sina, a luta constante contra um ser que tão arduamente se tenta destruir. Tu és mãe, és Deusa. És aquela a quem dedico a minha pouca fé. És princípio e fim. És o que mantém a chama viva...

sexta-feira, julho 06, 2007

You Are Teal Green

You are a one of a kind, original person. There's no one even close to being like you.
Expressive and creative, you have a knack for making the impossible possible.
While you are a bit offbeat, you don't scare people away with your quirks.
Your warm personality nicely counteracts and strange habits you may have.
Your Psyche is Blue

You are deeply emotional and very connected to everything (and everyone) around you.
By simply understanding other people, you are able to help them heal and let go.
While you are a very deep and thoughtful person, you do have a very silly, superficial side.

When you are too blue: the weight of the world's problems hangs over you

When you don't have enough blue: you lack perspective and understanding



Your Seduction Style: Ideal Lover



You seduce people by tapping into their dreams and desires.

And because of this sensitivity, you can be the ideal lover for anyone you seek.

You are a shapeshifter - bringing romance, adventure, spirituality to relationships.

It all depends on who your with, and what their vision of a perfect relationship is.

quinta-feira, julho 05, 2007

Johnny Weir Montage - Any Other World [Mika]

Porque gosto da música, porque gosto de patinagem artistica, porque sim!

Verão

Lembro-me de dias assim em que tudo parece tão correcto como o pôr do sol. Lembro-me que era assim que me sentia o ano passado no final deste mês que agora iniciamos...
Tenho saudades dos tempos da inocência, dos tempos da felicidade ignorante de criança, tenho saudades simplesmente porque não posso ter, e a saudade é um pouco mais do que o sentimento egoísta sobre algo que perdemos...
Pus os pés na areia e toda a vida correu em mim. Trouxe-me à memória momento e partilhas, recentes e mais antigas. Trouxe-me a alegria e a tristeza, trouxe a nostalgia amiga... Deite-me ao sol e apaguei para o mundo. Deixei-me levar num sono calmo, envolvente, com o mar como música de fundo. E era assim que gostava de ficar. Longe. Longe de tudo aquilo que não posso ou consigo controlar. Do que me causa dor e, até por vezes, do que me causa demasiada alegria.
Lembro-me do dia em que tive a confirmação de uma má notícia. Não houve choque, não houve surpresa. Durante o dia tudo correu como normalmente, até talvez com redobrada energia. E no final do dia veio o que o dia conseguiu calar. Ao falar com duas pessoas tudo o que havia contido explodiu, saiu em agonia. E tu levaste com a minha mágoa e foste mal tratado. E tu levaste com a minha compaixão, a compreensão que durante anos me faltou compreender do tipo de amor que transmitias. Estou desadequado a este mundo, estou desenquadrado desta pintura que tem demaisadas cores para a minha compreensão... Can I just be normal for a bit??

segunda-feira, julho 02, 2007

Espaços

Agarrou-lhe as mãos que há tanto tempo não tocava. Recordando-se de cada sensação que aquele toque lhe trazia, as memórias... olhou-o nos olhos perdendo-se naquela alma que não conseguira tocar da forma que sempre desejou. Por um momento houve dor no seu peito, a sensação de angústia pela situação inacabada, pelo tanto que sentia que ficara por dizer. Mas passou. Porque descobrira que no fundo a sua crença não estava errada. O amor era suficiente e podia vencer tudo, vencia incluisivé a sua mágoa. Retornou ao seu olhar expectante. Tocou-lhe a cara numa carícia tão comum no antigamente, a mão em concha que deslizava da altura dos seus olhos até culminar no movimento quase rente ao queixo. Pareceu-lhe que por momentos ele se aninhou na sua mão, mas podia ser apenas imaginação, um reflexo de um desejo seu. Então houve o sorriso que ele gentilmente lhe entregou. Pensou para si em como era incompreensível a sua situação, que o tempo não levasse a mais lado nenhum. Pareceu-lhe que todo o mundo parara, um segundo que a si lhe parecera uma eternidade! Então percebeu que ali não havia mais nada a fazer. Por mais tempo que passasse, por mais anos que a sua vida lhe oferecesse aquele seria sempre um grande amor, aquele seria sempre um mundo inteiro de significado, uma fonte interminável de saudade...
Não agradeças o que não tem agradecimento possível e não penses por um segundo que te esqueci... no meu coração o sentimento manterá sempre a mesma intensidade e se algo mudar será a minha forma de lidar com a situação. Parabéns ao tu...

quarta-feira, junho 13, 2007

parte (2)










Uma recordação dos meus anos (1)















Shakira - Don't Bother

Porque gosto da música e porque não pode ser só a gozar com a senhora...

Shakira Parody

O meu favorito há mts anos lol

Christina Aguilera - Beautiful (MAD TV parody)

Mt bom!

Shakira - MadTV - Translation (Objection Parody)

LOLOL

Jogo dos 7...

E como um desafio é um desafio, cá vai...

7 coisas que tenho que fazer antes de morrer:

- viajar a sítios que já fui e que nunca fui
- Escrever um livro (e de preferência editá-lo)
- Voltar a tomar banho na praia à noite (de preferência nu)
- fazer um mestrado
- fazer um doutoramento
- aprender mais línguas
- encontrar o "amor da minha vida" (se não tiver já encontrado e perdido por aí algures num canto escuro)


7 coisas que mais digo:

- pronto
- neste caso
- hum hum
- millenniumbcp (pois é...)
- bom dia, boa tarde ou boa noite (depende do horário que esteja a fazer na semana)
- amo-te (quando assim se justifica...)
- então

7 coisas que eu faço bem:

- sorrir (das poucas coisas que normalmente me elogiam)
- ouvir os outros (embora ultimamente com menor capacidade confesso)
- massa com atum (receita que me foi ensinada pela Cris :)))
- sexo (há que ser sincero... peço desculpa aos mais sensíveis)
- pose para fotografias
- dormir e ser preguiçoso
- estudar e apresentar trabalhos (afinal esta última era o que mais gostava na faculdade...)

7 coisas que eu não faço:

- Ser mau intencionalmente (não estou isento de culpas e também sou de vez em quando mas nunca de forma premeditada)
- não reparar nas pessoas (isto é, perceber se estão bem ou mal)
- recusar-me a ouvir quem precise de ser ouvido
- bem a mim mesmo (devo ser do pior que consigo para mim porque estou sempre a magoar-me, lol)
- humilhar-me (às vezes tb acontece de forma não intencional)~
- deixar de ler ou ouvir música
- violência (sobretudo física, tenho fobia mesmo)

7 coisas que me encantam:

- a música e a literatura
- uma criança a rir e a brincar
- o mar
- praia no inverno
- amar e ser amado
- um abraço (ou qualquer outra manifestação de carinho)
- que me surpreendam (já me conseguiram fazer chorar...)

7 coisas que odeio:

- violência
- não compreender decisões e atitudes nas pessoas que amo
- que me humilhem ou pensem ser melhores que eu
- a estupidez gratuita
- confusão quando preciso de paz e paz quando preciso de confusão
- sentir-me magoado e não conseguir esquecer (adorava conseguir fazer format ao disco da memória)
- situações em que não sei o que fazer e a situação já por si é negativa (junte-se a isto um total sentimento de desorientação)

7 amigos para continuarem o jogo:

- todos aqueles que quiserem... não obrigo ninguém...

terça-feira, junho 05, 2007

Travel...

Abriu a janela do carro e deixou que a brisa o envolvesse numa viagem. Parecia que tinha sido ontem que tinha saído daquele prédio, daquela casa... a cena repetia-se na sua cabeça vezes e vezes sem conta. Perdia-se, tinha consciência do ciclo, mas simplesmente não o conseguia quebrar. Agora o vento sabia-lhe bem, representava o tipo de liberdade que sempre gostara, o espírito livre para partir e viajar por tantos locais ainda inexplorados. Apesar de tudo sentia-se bem, ou existiam momentos em que se sentia bem. O estado de espírito não era ainda uma constante, mas alguma vez o fora realmente? Regressou parcialmente da sua divagação puxado pelos acordes de uma música familiar. Escuta a letra sentindo que ela faz parte de si, da sua história, das suas emoções! Num flash a memória parecia desdobrar-se a uma velocidade tão exagerada que teve medo de não conseguir processar tudo o que seria necessário para se manter a salvo e, sobretudo, são. Parou o carro. As lágrimas corriam livremente pelo seu rosto, sem saber o motivo, sem existir uma razão chorava como se o próprio mundo terminasse naquele momento. E tão depressa como apareceu assim se foi. Ligou novamento o carro e abriu a janela entretanto fechada. Pensou simplesmente que a brisa efectivamente lhe sabia bem...

quinta-feira, maio 31, 2007

Words...

Quando veio a noite, adormeci,
sabendo que assim a escuridão entraria no meu ser.
A escuridão perdida há algum tempo,
a companheira que abandonei e que traí.
Mas tu conheces bem o teu domínio,
moves-te com elevada precisão dentro de mim,
e novamente instalas toda a tua sabedoria.
Custa-me no início retomar-te, envolver-te.
Talvez que na verdade até sentisse a tua falta
mas sem nunca disso me aperceber.
Penso talvez em expulsar-te mas não sinto forças,
sei que secretamente preciso de ti aqui.
Tu que ocupas os meus espaços agora vazios,
tu que me levas aos locais que deveria ter esquecido,
tu que manténs viva uma memória que teimo em apagar.
Consomes-me, mas ao mesmo tempo és quem me move,
porque sem ti ficava o nada, o vácuo,
ficava simplesmente o que não quero e nunca quis confrontar.
Sem ti ficava unicamente o que não conheço,
sem ti ficava... só eu...

terça-feira, maio 29, 2007

Eu em avarias

E pronto... temos pena pelos timpanos mas sempre desejei ter o meu video de música LOL

segunda-feira, maio 28, 2007

Musica

Ia colocar letras de músicas deprimentes... deixo só os nomes das músicas

Rita Guerra - Se eu pudesse...
Rita Guerra - I Thought You Would Leave Your Heart With Me

segunda-feira, maio 21, 2007

Disperso...

Há momentos em que paramos na nossa vida para balanço. Umas vezes esse balanço é positivo, outras neutro e algumas vezes negativo. Outras alturas existem em que não somos nós que paramos a vida, ela consegue fazê-lo sozinha e confronta-nos com o que tão arduamente tentámos evitar. Diz o senso comum, chutar e bola para a frente. Mas nem sempre esse é o melhor caminho. Dou por mim parado outra vez. Dou por mim a considerar que a minha vida dava um belo livro, só não sei em que género poderia ser inserido, mas também isso pouco importa. Olho para trás e vejo uma vida que não posso afirmar ter sido muito complicada, o normal para a maior parte das pessoas. Vejo sobretudo crenças que se perderam com o tempo e de alguma forma ainda bem que assim foi. Somos seres em aprendizagem e isso faz de nós únicos. Aprendi muito, imenso, e acho que mesmo assim tendo a cair em alguns erros já vividos no passado. E vou aprendendo com os erros alheios, com as vidas que me acompanham mais ou menos próximas, mais ou menos intimas. Vejo na vida dos outros tantas coisas que são comuns a todos nós, revejo-me. E com isso diminuo a minha solidão, a minha diferença. Afinal todos sofremos, afinal todos somos posto a provação... sim, aprendi muito ao longo dos últimos tempos e quebrei talvez a maior de todas as minhas ilusões. Porque o amor é algo que se constrói e simplesmente não existe! Porque o amor é algo que em si não é suficiente e eu acreditava que sim! Porque o amor é algo que não se compreende, é algo que pode ter um fim. Sim, o amor é uma capacidade demasiado grande para a maior parte dos corações e por mais que ele tente sobreviver e proliferar, existem muito poucos locais onde se possa verdadeiramente refugiar. Eu amei. Eu amo. E cada dia que passa aprendo sobretudo a amar-me mais a mim porque esse é o único amor que posso garantir como eterno...

terça-feira, maio 15, 2007

Eu acredito!

Eu acredito, sempre acreditei. Desde o primeiro dia em que para ti olhei. Mesmo agora continuo a acreditar. O que procuras não é mais do que felicidade, mas nem mesmo isso consegues ver quando está à tua frente... Pensei que talvez desta vez fosse diferente. Que desta vez, só desta vez, fosses lutar por algo. Estava errado, demasiado errado. Deixaste-me partir sem sequer me olhar nos olhos. Dói-me a indiferença, dói-me o silêncio mais do que pensava que poderia suportar. Dói-me a tua ausência e a falta das rotinas. Estou em silêncio profundo e perdoa-me se desabafo aqui o que queria dizer-te desde aquele dia. Amo-te, e teria ficado com um simples gesto, uma simples palavra, se calhar apenas um simples olhar. Deixaste-me partir. Sem uma palavra, um gemido, uma discordância. Não fizeste um esforço. E eu sabia. Sabia que seria esse o resultado do meu monólogo. Sabia que no derradeiro momento a decisão seria minha, talvez a única... a mais dificil de tomar. E ao fim de tanto tempo ficou isto..., o silêncio. Um silêncio quase ensurdecedor. É doloroso e sobretudo injusto, mas continuo a acreditar! Porque eu acredito em muitas coisas que não chegaste a explorar. E acredito que talvez um dia consigas agarrar a mão, que mesmo num momento tão dificil, eu te soube esticar... ela continuará aberta à espera do teu retorno, preenchida com o mesmo amor que espero que compreendas que em mim continua a habitar. Amo-te e lamento que isso não seja algo que possa partilhar...

terça-feira, maio 08, 2007

ANOTHER SUITCASE IN ANOTHER HALL

I don't expect my love affairs to last for long
Never fool myself that my dreams will come true
Being used to trouble I anticipate it
But all the same I hate it -- wouldn't you?

So what happens now?
Another suitcase in another hall
So what happens now?
Take your picture off another wall
Where am I going to?
You'll get by, you always have before
Where am I going to?

Time and time again I've said that I don't care
That I'm immune to gloom, that I'm hard through and through
But every time it matters all my words desert me
So anyone can hurt me -- and they do

So what happens now?
Another suitcase in another hall
So what happens now?
Take your picture off another wall
Where am I going to?
You'll get by you always have before
Where am I going to?

Call in three months time and I'll be fine I know
Well maybe not that fine, but I'll survive anyhow
I won't recall the names and places of this sad occasion
But that's no consolation -- here and now

So what happens now?
Another suitcase in another hall
So what happens now?
Take your picture off another wall
Where am I going to?
You'll get by, you always have before

Where am I going to?
Don't ask anymore...

terça-feira, abril 24, 2007

Dez Coisas que valorizo em Mim

1 - a boa disposição
2 - a simpatia
3 - a educação (tanto transmitida pela familia como a académica)
4 - a minha forma de encarar a vida
5 - a calma
6 - a capacidade de ouvir os outros
7 - a paciência
8 - a inteligência (mesmo que às vezes tenha falhas graves lol)
9 - o meu complexo neurótico que me vai mantendo à tona
10 - a minha emotividade

Estas são coisas que valorizo em mim. Às vezes é importante parar para nos podermos apreciar e percebermos o nosso valor. Eu valho pelo que sou no meu todo, pelas qualidades e pelos defeitos. São eles que, em conjunto, me fazem como ser único. Tenho orgulho de mim e do que sou e é importante afirmar isto, mesmo que possa parecer desaquado, mesmo que possa parecer snob. Por vezes somos os únicos que nos valorizamos, há que aproveitar enquanto o conseguimos fazer! Um conselho... valorizem-se e não tenham receio de afirmar aos outros tudo aquilo que são de BOM!

terça-feira, março 06, 2007

Part of Your World Reprise (brazilian portuguese)

Este filme marcou a minha vida. Exactamente nesta versão brasileira. Esta era uma das minhas cenas favoritas. Dedico-a a todos aqueles que amo. Vocês sabem quem são!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Another Suitcase, Another Hall

Porque adoro a música e a letra em tempos me fazia tanto sentido... i'm glad things do change...

domingo, fevereiro 04, 2007

Celine Dion - Because You Loved Me (live)

Porque é assim que eu sinto, porque é assim que eu quero que continue a ser...

Sia - Breathe Me

Encontrei o video clip depois... fica para quem quiser ver.

Sia - Breathe Me

Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame

Be my friend
Hold me, wrap me up
UNFOLD me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me

Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe

Be my friend
Hold me, wrap me up
UNFOLD me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me

Be my friend
Hold me, wrap me up
UNFOLD me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me
..................
Gosto desta música e lembra-me pessoas especiais.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Palavras presas ao vento

Tentei escrever um poema e não consegui. Decidi abri uma velha pasta onde guardava todos os meus antigos rabiscos, tentei obter alguma inspiração. Reli velhos poemas, ou devo antes dizer, velhos pedaços de mim? Encontrei o ser diferente que fui em tempos e percebi porque não havia mais poemas guardados em mim. Talvez até seja melhor assim, nunca achei que o meu jeito fosse muito para este tipo de escrita, tenho até dúvidas que a escrita seja um jeito de todo que faça parte das minhas habilidades. Mas que dizer? Sempre gostei de escrever, é pela escrita que ainda consigo expressar-me melhor. Nunca tive muito jeito com as palavras. Ou talvez seja mentira. Tinha em criança uma grande capacidade oral, falava horas a fio sem me cansar, sem me faltar a temática. Ninguém o diria olhando agora para mim. Dizem as histórias de encantar que o patinho feio se transforma em cisne. Mas a vida ensina-nos que nem sempre é assim. Pessoas há que já nascem cisnes, outras que nunca saem do estado de patinho feio. Mas nunca gostei de extremos, fico-me pelo meio caminho, mesmo que não seja esse o lugar escolhido para mim. Porém falava eu das palavras antes deste pequeno desvio. As palavras são libertadoras da alma, com certeza é por isso que fazem parte de tantos tipos de terapia. O que é na realidade um diário, uma carta escrita e que nunca vamos entregar, um desabafo, uma mensagem deitada ao mar ou queimada até às cinzas? São pequenas libertações, são desabafos, serão num estado último autos de fé. Fé de que as coisas serão diferentes, de que se expressarmos o que vai cá dentro tudo poderá ser melhor, mais bonito. Gosto da calma. Sempre gostei de ser uma pessoa diferente das demais. Sei hoje que muitos o interpretam como "mania", pode até ser verdade, não sei. Se calhar tenho a mania. Estou convencido que não pertenço a este meio, nunca pertenci em boa verdade. Nunca pertenci a lado nenhum. Chama-se a isso o resultado de mudar tantas vezes de sítio, tantas vezes de poiso. Mas sim, é um facto que sentirmo-nos desenquadrados é considerado muitas vezes "ter a mania". Ter a mania que se é "demasiado bom" para se dar com os restantes, para gostar das mesmas coisas... Há quem prefira o termo Snob. Não gosto da palavra confesso, porém parece-me que ninguém consegue ver a simplicidade das coisas que me guiam. Apetecia-me gritar ao vento que não gosto de ter a mania, não gosto de me sentir desenquadrado, não gosto de me sentir o patinho feio quando devia ser mais como um cisne. Mas já o afirmei anteriormente, sempre gostei de ser diferente. Talvez seja essa a minha mania! Li uma vez um poema que gostei muito. Já não me lembro exactamente das suas palavras mas tinham algo como:
"Cuidado quando fechares a tua mão
porque foi nela que guardei um bem precioso
foi nela que depositei uma vida
foi nela que reposei o meu coração"
.
Nem sempre é fácil ser diferente, muitas vezes torna-se demasiado doloroso. Chega até a ser completamente devastador. Muitas lágrimas sairam já do meu peito guiadas pelo desespero de quem se entrega demais. Quando nos damos demais é como se ficassemos cegos e às vezes é pela cegueira que acabamos por nos matar... Não queria ser um patinho feio, mas também não nasci para cisne. Continuarei calmamente à procura do meu lugar...

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Christmas time

Talvez a neve caisse lá fora se as temperaturas mantivessem as baixas que vinham a sofrer há já alguns dias. Na realidade não dava muita importância a este factor, mesmo sabendo que a neve seria sem dúvida uma ajuda para aumentar o espírito natalício da época, não sentia muito a sua falta. Sentia o calor vindo da lareira enquanto olhava pela janela. Na realidade não olhava para fora mas para dentro de si. Gostava deste ritual de junto de uma vista para o exterior partir numa viagem de instrospecção, uma tentativa de maior auto-conhecimento. Estava assim perdido no seu interior. Crescera naquele ano, disso tinha certeza. Mudara. As suas dúvidas mantinham-se apenas no aspecto deste crescimento, desta mudança. Teria sido para melhor? Não sabia responder. O processo de amuderecimento parecia-lhe algo mais penoso do que imaginara ser na realidade. Não que o processo fosse propriamente doloroso, mas levava a perder coisas que estimava, estados de espírito que pareciam tê-lo abandonado de forma definitiva. Suspirou. Agora um pouco mais presente na imagem exterior via as luzes nas janelas dos vizinhos. O cintilar alegre das luzes coloridas. Quase conseguia imaginar as músicas natalícias que acompanhavam o seu frenesim. Era quase natal! Mas pouco, muito pouco, parecia manter-se num espírito igual aos seus tempos de infância... crescera, mas dentro de si não queria matar a criança que um dia fora, a criança encantada com as luzes e músicas, a criança que ansiava pela noite de natal!

terça-feira, dezembro 12, 2006

Novo display

Porque achei que podia melhorar um pouco fiz esta alteração no template do meu blog. Espero que gostem. Se quiserem deixem a vossa opinião quanto à mudança...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

PARABÉNS... ainda que atrasados


Como sou completamente desnaturado deixei passar a data de aniversário do meu blog. Pois que diz que dia 8 de Novembro deste ano o meu blog fez três anitos... os meus parabéns!!!

Chuva...

Olhava pela janela. Lá fora pequenas gotas de água iam batendo contra o mundo, lavando-o dos outros componentes da natureza. Desejava sentir a chuva no rosto como quando era criança, reviver a sensação de liberdade que isso causava, relembrar os tempos em que saía à rua pelo simples prazer de se molhar. O duche quente, quase a ferver, que seguia o ritual, o relaxar dos músculos, a alegria de parecer maluco com este comportamento aos olhos alheios. Regressou ao tempo actual. Continuava de pé, junto à janela, apenas com as calças de pijama vestidas. Sentiu de repente duas mãos que subiam pelo seu peito na forma de um abraço, o calor e o cheiro da pessoa que tantas noite ali partilhara consigo. Sentiu o conforto, o apoio, a cumplicidade gerada pelo tempo. Virou-se. Olhou-o nos olhos, viu nele a mesma pessoa por quem se apaixonara há uma década atrás, o mesmo rapaz meio assustado, timido e introvertido. Não que estas características se mantivessem exactamente iguais, mas o amâgo continuava ali. A sua bondade infinita, a sua preocupação pelos outros, o amor que quase parecia impossível existir concentrado num único ser. Beijou-o. Invadido por uma onda de incrível ternura quis prender aquele momento para sempre. Ele abraçou-o, encostando a sua cabeça contra o seu ombro e sussurou-lhe ao ouviu: hei, calma... eu estou aqui!
Lá fora a chuva continuava a cair e agora abraçados na cama ele dormia. Dormia um sono há muito esquecido...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Branco

Tento escrever mas no cursor as palavras teimam em não aparecer... I'm simply not in the mood

quarta-feira, outubro 04, 2006

Jornal da manhã...

Desço a rua em direcção à estação mas o meu pensamento, esse, fica preso a ti. Sinto-me bem, feliz, é quase inexplicável como estar contigo me faz tão bem. A tua presença durante a noite dá-me conforto e segurança, faz-me sentir como se o resto do mundo não existisse. Chego à estação com o meu livro como companhia e espero o comboio. Vou lendo o livro e pensando em ti. Sei-te irritado pela correria da manhã, do contra relógio habitual e da pouca vontade de continuar. Sinto que gostava de ter meios para ajudar, sinto que gostava de ter muito dinheiro só para poder fazer com que aproveitasses mais a tua vida, o momento, diminuindo o teu ritmo mas essa opção não me é por enquanto possível.
No comboio vou passando as estações e lendo o meu livro, as pessoas vão entrando e saindo e pouco mais existe naquela manhã. Penso que tenho de ir pagar a renda, não me posso esquecer. Penso em como gostava que algumas coisas já estivessem organizadas mas ao mesmo tempo sinto-me competente para as organizar, é tudo uma questão de tempo. Tempo... aquilo que teima em fugir. Disse um dia, em palavras apagadas, que talvez um dia perdesse a luta contra o tempo. Hoje penso de forma diferente. É uma batalha que simplesmente não posso perder.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Uma manhã...

Esta é uma manhã diferente. Porquê? Não sei dizer! Na realidade não existe nada que se possa dizer que tenha mudado radicalmente ou então talvez tenha mudado! Esta é uma manhã diferente! Estou acordado sem necessidade aparente e, estranhamente, a vida sabe-me bem. With time i'll get it right, that's something I didn't knew before...

domingo, setembro 24, 2006

E para finalizar:

No more talk of darkness
Forget these wide-eyed fears
I'm here
Nothing can harm you
My words will warm and calm you

Let me be your freedom
Let daylight dry your tears
I'm here
With you, beside you
To guard you and to guide you

Say you love me every winter morning
Turn my head with talk of summertime
Say you need me with you now and always
Promise me that all you say is true
That's all I ask of you

Let me be your shelter
Let me be your light
You're safe
No one will find you
Your fears are far behind you

All I want is freedom
A world with no more night
And you
Always beside me
To hold me and to hide me

Then say you'll share with me one love,
One lifetime
Let me lead you from your solitude
Say you need me with you,
Here beside you
Anywhere you go, let me go too

Christine that's all I ask of you

Say you'll share with me one love, one lifetime
Say the word and I will follow you
Share each day with me,
Each night, each morning
Say you love me (You know I do)

Love me
That's all I ask of you
Anywhere you go, let me go too
Love me
That'sall I ask of you

(All I Ask of You - The Phantom of the Opera)

O que mais gostava de dizer-te:

Nothing's gonna harm you, not while I'm around
Nothing's gonna harm you, no sir, not while I'm around

Demons are prowling everywhere nowadays
I'll send them howling
I don't care, I got ways
No one's gonna hurt you,
No one's gonna dare

Others can desert you,
Not to worry, whistle, I'll be there!
Demons'll charm you with a smile, for a while,
But in time...

Nothing can harm you
Not while I'm around...

Being close and being clever
Ain't like being true
I don't need to,
I would never hide a thing from you,
Like some...

No one's gonna hurt you, no one's gonna dare
Others can desert you,
Not to worry, whistle, I'll be there!
Demons'll charm you with a smile, for a while
But in time...

Nothing can harm you
Not while I'm around...

(Barbra Streisand - Not While I'm Around)

segunda-feira, setembro 18, 2006

Celine Dion - "That's The Way It Is"

I can read your mind and I know your story
I see what you're going through
It's an uphill climb, and I'm feeling sorry
But I know it will come to you

Don't surrender 'cause you can win
In this thing called love

When you want it the most there's no easy way out
When you're ready to go and your heart's left in doubt
Don't give up on your faith
Love comes to those who believe it
And that's the way it is

When you question me for a simple answer
I don't know what to say, no
But it's plain to see, if you stick together
You're gonna find a way, yeah

So don't surrender 'cause you can win
In this thing called love

When you want it the most there's no easy way out
When you're ready to go and your heart's left in doubt
Don't give up on your faith
Love comes to those who believe it
And that's the way it is

When life is empty with no tomorrow
And loneliness starts to call
Baby, don't worry, forget your sorrow
'Cause love's gonna conquer it all, all

When you want it the most there's no easy way out
When you're ready to go and your heart's left in doubt
Don't give up on your faith
Love comes to those who believe it
And that's the way it is

When you want it the most there's no easy way out
When you're ready to go and your heart's left in doubt
Don't give up on your faith
Love comes to those who believe it
And that's the way it is

That's the way it is
That's the way it is, babe
Don't give up on your faith
Love comes to those who believe it
And that's the way it is.
........................................

I believe it!

CASA - WEEEEEE

Ora bem, meus caros amigos e amigas, a razão finalmente de andar distante e pouco comunicativo (entre outras que não interessa para aqui): tenho casa!!! Pois é!! Aluguei casa!! E já comecei a mexer as palhinhas. O menino já tem contrato de eletricidade e gás e o da água vai já ser tratado na Quarta!
Depois quando as economias estiverem mais equilibradas tenciono convidar todos para um jantarinho ou algo assim, mas não pode ser para já :s
Peço desculpa pela ausência, mas tenciono voltar ao "activo" e em breve espero dar notícias a todos, preferencialmente de forma presencial.
Jokinhas e abraços a todos e não se esqueçam: sejam felizes.

BARBRA STREISAND "Comin' In And Out Of Your Life"

Still can remember
The last time I cried
I was holding you and loving you
Knowing it would end
I never felt so good
Yet felt so bad
You're the one I love
And what makes it sad
Is you don't belong to me

And I can remember
The last time I lied
I was holding you and telling you
We could still be friends
Tried to let you go
But I can't, you know
And even though I'm not with you
I need you so
But you don't belong to me

Comin' in and out of your life
Isn't easy,
When there's so many nights
I can't hold you and I've told you
These feelings are so hard to find

Comin' in and out of your life
Will never free me
'Cause I don't need to touch you
To feel you, it's real with you
I just can't get you out of my mind

But I can remember the last time we tried
Each needing more than we could give
And knowing all the time
A stronger love
Just can't be found
Even though at times this crazy world
Is turning up-side-down
You'll always belong to me

(Comin' in and out of your life)
Isn't easy,
When there's so many nights
I can't hold you and I've told you
These feelings are so hard to find

Comin' in and out of your life
Will never free me
I don't need to touch you
To feel you, it's so real with you
I can't get you out of my mind

But I can remember...

terça-feira, setembro 12, 2006

Música

Eu sei que não sou imparcial quando se trata de músicas da amiga Barbra Streisand e que tenho uma pancada pela senhora que não é muito normal, mas penso que existem músicas que não se devem perder. Recomendo, neste caso, um album inteiro para quem goste de músicas calmas e baseadas no tema Amor.
Se clicarem no nome do album vão ter à página da Amazon onde podem ver mais detalhes e ouvir excertos das músicas. Fica a sugestão...

quarta-feira, setembro 06, 2006

O destino de férias...

Se eu tivesse dinheiro e me fosse dado a escolher o destino de férias que eu quisesse este era o sitio que eu escolhia. Para quem não tenha percebido ainda trata-se de Bora Bora e dá mesmo vontade de dizer, Bora?

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
.
Fernando Pessoa - Mensagem

terça-feira, setembro 05, 2006

Momentos

Há quem diga que com o tempo as pessoas mudam. Penso que às vezes não é preciso o tempo na sua expressão mais longa para mudar uma pessoa. Basta um simples momento, um afecto, uma situação. Ou talvez não mude nada, nada mais do que a percepção que temos das coisas que nos rodeiam, das pessoas, do mundo...
.
.
Sentado na esplanada, de livro aberto no colo, olhou a paisagem. Há tanto tempo não sentia por dentro a calma de um bom momento relaxante. O verde à sua volta compunha uma paisagem intimista entre o homem e a natureza e embora fossem visíveis várias edificações humanas, nenhuma delas parecia chocar realmente com o seu contexto circundante. O sol batia-lhe no rosto e o céu de um azul brilhante, típico do mês de Agosto que chegava agora ao fim, fazia-o sentir-se confortável. Pensou que aquele era sem dúvida um momento especial, do tipo que mesmo sem nenhum acontecimento marcante, a memória seria capaz de recordar passados anos e anos a fio.
Em tão pouco tempo tanta coisa mudara no seu intimo, uma capa construída ao longo do tempo por mágoas e desilusões tinha sido destruída em coisa de meses. Meses só por si conhecidos, meses de um encantamento interno desde o primeiro minuto que nunca ousara revelar, talvez nem para si mesmo... Quando olhava agora para trás percebia como tinha construído uma imagem errada, uma imagem de alguma frieza, de um distanciamento nem sempre sentido. Vivia pelo lema "nada me afecta, nada me pode destruir se eu não permitir que chegue ao meu interior". Vivia uma ilusão que não merecia.
E bastou um dia, menos até, bastou um momento, para que tudo caísse por terra. A frieza transformou-se em dádiva e o distanciamento em afecto profundo. Há quem diga que caiu de quatro pelo amor que sentia crescer por dentro, há quem diga que simplesmente perdeu o controlo. Nenhuma das duas é totalmente mentira, mas também nenhuma delas totalmente verdade. Foi o seu amor interno por si que renasceu naquele dia, foi a capacidade de acreditar nos sentimentos mais elevados, que há tanto matara por dentro, que recuperou. Foi a sua humanidade, a sensibilidade, a partilha, que naquele momento crucial conseguiu erguer do mais fundo da sua anterior desilusão. Amar tornou-se uma possibilidade presente e foi isso que o destabilizou, foi isso que criou novos sentimentos anteriormente impossíveis, que criou a instabilidade e a necessidade urgente de um porto seguro. Quem esteve mais próximo pode aperceber-se do seu crescimento, uma evolução bastante marcante que o levou a atingir novas metas, a cumprir novos objectivos.
No seu intímo sentia-se bem. Sentia algum gozo por saber que as pessoas à sua volta não compreenderiam jamais o que se passava por dentro e nem tão pouco o que se passava por fora. O som de um passáro ao longe puxou-o de volta ao seu cenário actual, olhou a serra verde à sua frente e voltou a sentir o sol que lhe batia na cara. Olhou pro lado e sorriu. A felicidade simplesmente piscou-lhe o olho e desta vez ele soube como reagir e piscou-lho de volta.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Confrontos

Olhou-o nos olhos dando a entender a emergência do seu pedido, por dentro todas as emoções se debatiam em conjunto criando uma confusão fora do vulgar. Queria dizer tantas coisas e nunca nenhuma saía realmente como era sua intenção. Manteve-se calado, de olhos presos nos olhos dele. Por dentro sabia que não tinha por onde fugir e isso assustava-o, como se fosse uma faca cravada numa ferida aberta ainda a sangrar, morria um pouco a cada dia. Tinham-se passado anos e desses anos pouco restava, pouco mais do que uma leve nostalgia pelo tempo perdido em tantas discussões. - Nunca me amaste pois não? - Quase automaticamente arrependeu-se da pergunta. Para quê perguntar algo que já se sabe há tanto tempo a resposta? Mas tinha de ouvir as palavras proferidas pela sua voz, uma voz que ao longo do tempo amou tão intensamente. - Amei. Tu é que nunca soubeste compreender a minha forma de amar. - Olhou-o nos olhos uma vez mais. Os olhos anteriormente claros estavam agora escurecidos pela dor, pela passagem amarga do tempo. - Não, não me amas-te. Ficaste preso a outros tempos e eu não fui mais do que uma distracção. Eu soube compreender o teu "amor", como lhe chamas, agarrei-me a ele para tentar construir algo. Agarrei-me com demasiada força ao ponto de me cegar. Tu não me deste nada e é com esse nada que eu fico agora... - as lágrimas corriam-lhe pelas faces de forma descontrolada, urgente. Pegou na mala há tanto feita, andou um pouco em direcção à porta e olhou para trás. - Foste tu quem nunca compreendeu o meu amor, tu que não soubeste compreender tudo aquilo que eu te quis dar. Foste tu quem não soube aproveitar o coração aberto que pus nas tuas mãos. - voltou-se novamente para a porta, as lágrimas iam ficando marcadas no chão de pedra em pequenas marcas de água. Abriu a porta e olhou para trás, despediu-se daquele que fora o seu mundo durante tanto tempo e saiu. Saiu livre para amar.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Calma...

Sinto a calma que me faltou... olho o mar que vai e vem e absorvo um pouco da sua energia. Olhar o mar sempre me fez bem. Sei que demonstrei coisas que não devia, que me expus, tentei fugir à sinceridade do que sou, vestir a capa, mas não fui capaz. Estou calmo. A partir daqui sei que sabes como sou, talvez isso te possa vir a incomodar ou de alguma forma a aborrecer, mas não importa. Nunca soube viver de outra maneira. Sou assim. Tentei mudar, nunca consegui. Deixei simplesmente de tentar. Gostava de ter mais experiência, de saber lidar melhor com as situações, mas sinto-me feliz no papel de aprendiz. Esta é a minha fuga ao tempo. Enquanto estou a aprender sei que não estou ultrapassado, que o tempo simplesmente não me ganhou o jogo. Sei que tenho imenso a aprender e quero! Acima de tudo quero aprender, sabendo que também tenho algo a partilhar. Hoje estou diferente. Estou num dia de cada vez, estou no aproveitar de todos os momentos. Estou na convicção de viver o presente, deixar o passado onde deve ficar e não sofrer pelo futuro, porque hoje é o que importa, hoje estou aqui, hoje penso em ti com um carinho imenso e se no futuro não sentir assim não importa. O que sentir até lá ninguém me tira, é meu. Olho o mar. Sinto a espuma que bate suavemente trazida pelo vento. Adoro este sentimento que o mar me trás. Em mim a maré sobe e desce em ciclos, trazendo num conjunto o equilíbrio. Estou aqui... isso é tudo o que quero que sintas!

quarta-feira, agosto 02, 2006

Sincero

Sou sincero, tenho medo. E porque o medo também faz parte da vida, estou feliz. Sofro, sofro por não poder expressar tudo o que vai dentro de mim, mas também isso é bom. Mas sofro mais pela falta do teu toque, pela falta destes dias, e vou crescendo. Cresço neste meu controlo de não poder sentir-me assim, de não ser racional... mas será tudo sempre desse modo? Olho ansiosamente para todos os meios por onde pode surgir uma comunicação. Não chega. Sinto por dentro que se calhar devia ter a iniciativa mas perco-me nos receios de te passar uma imagem errada, de deixar de ser tudo tão natural. E vou esperando. Esperando novamente pelo toque das tuas mãos, pelo encostar da tua cabeça no meu colo, e relembro. Vivo novamente cada bocadinho que partilhei contigo, cada minuto, cada sentimento que por dentro se instalou. Sim, tenho medo, mas o meu maior medo foi sempre o de não conseguir viver, o de não arriscar, o de te perder antes de te conseguir achar. Pego no telefone e mando-te uma mensagem, um retalho de uma música qualquer, um fragmento do todo que vai cá dentro, e descanso. Como um guerreiro após uma batalha, sendo que venci a luta mais difícil de travar. E essa foi aquela em que me abandonei ao sabor do vento, só na expectativa de alcançar o teu amor...

sábado, julho 29, 2006

Mensagens

O telemóvel assinalou a recepção de uma mensagem. Por dentro todo o seu organismo estremeceu com o som emitido pelo aparelho de comunicação, criou-se em segundos uma expectativa. Olhou para o telemóvel tentando parecer desinteressado, como se fosse apenas mais uma mensagem... esperava que fosse muito mais que isso. Podia não dizer nada de especial, podia ser sobre o mais banal dos assuntos, mas seria dele? Seria mais uma mensagem para criar uma interpretação, um sentimento?
Agradava-lhe o jogo, a conquista sublime contida nas palavras, nos gestos e olhares. Nunca antes o tinha tido desta forma intensa, neste limbo entre o que é ou não permitido numa dança da qual não se conhecem todos os passos. Mas foi dançando, um dia de cada vez, devagar... Recordava o primeiro encontro, a primeira saída. Recordava o jantar com cada pormenor, com cada gesto, com a intensidade de vários olhares que por dizerem tanto eram mudos. Persistia nele a dúvida. Não a dúvida simples do que está a ser sentido pelo outro lado, mas sim sobre se o outro poderá alguma vez sentir da mesma forma.
Desbloqueou o telemóvel. Viu o envelope e a indicação de um nome surgiu normalmente no ecran. Sorriu. Sorriu interiormente mais do que o que foi visivel. Ficou contente, ficou feliz. A mensagem era da pessoa que desejava, da pessoa sobre a qual ficava na expectativa de poder ver e tocar todos os dias. Tinha dúvidas, demasiadas dúvidas e, embora o instinto se atira-se de cabeça, o coração já remendado e a consciência sempre resmungona mantinham-se mais racionais. A questão pairava pelo ar? Gostará ele de mim? E todas as tentativas para a responder pareciam falhar... nesta história era o tempo quem ditaria o fim, era uma história em que o tempo parecia avançar e recuar. Como numa dança, por cada passo em frente vários dão-se para os lados e alguns chegam mesmo a ir para trás. Cada dia era um pequeno avanço e, por vezes, um grande retrocesso. Mas estava feliz. Feliz porque mais do que ter medo de poder atirar-se contra a parede existia o medo de a parede nunca existir de todo...

quarta-feira, maio 24, 2006

Toque

Toco-te. No silêncio das palavras escritas como tantas vezes antes te toquei. Sei que o sentes, o imiscuir da minha mensagem em ti e nem sequer o evitas. Olho-te, percorro-te uma vez mais pela minha imaginação, sabendo que provavelmente já não serás como te penso. Tê-lo-ás sido alguma vez? Não importa! Não neste momento em que a tua imagem me pertence. Pensarás em mim da mesma forma que eu me perco em ti? Tantas vezes te sonhei que sinto conhecer-te ao mais infimo pormenor, quase decor. Todos os contornos, todos os gestos e odores. Acordo com a imagem desvanecida da tua presença em mim. Pensas-me, consigo senti-lo, sei que não me conseguiste vencer. Mas será tudo isto uma batalha? Terá sido alguma vez algo diferente? Silêncio. O silêncio que há muito me abarca, me acolhe. Tornou-se confortável com o passar do tempo e desejo hoje que não parta. Talvez sejamos actualmente muito mais do que antigamente, muito mais que simples seres que se cruzaram. Somos certamente diferentes dos restantes mortais com que nos cruzamos, porque crescemos, morremos e resnascemos... Hoje somos o que nunca antes houveramos sido, corações em silêncio falantes, um fogo vivo esbatido, dois seres em quietude expectantes. Somos os que acordaram o que o tempo há tanto tinha adormecido...

domingo, maio 07, 2006

Apetecia-me escrever algo... algo diferente, algo completamente genuíno. Mas o meu interior tem caído em silêncio e as palavras não fluem como antigamente. Estou diferente, mesmo que de alguma forma não se note, e isso assusta-me. Queria partir e nunca mais voltar!

terça-feira, abril 25, 2006

Curiosidades...

Acho que o dia de maior confronto que tive comigo mesmo foi no dia em que percebi ser uma pessoa igual a todas as outras. Não entendam mal, não que ache que somos todos iguais. Mas falo enquanto ser humano, sem poderes especiais ou qualquer capacidade desconhecida de salvar o mundo. Quando era novo acreditava nisso, em poderes. Talvez por isso as minhas séries favoritas fossem sempre aqueles em que eles entravam como estrela principal. Para dar-vos exemplos, era fã do He-man, dos ursinhos carinhosos e mais tarde da Sailor Moon. E contudo, em nenhuma destas séries estava presente o poder que eu gostava de ter, ele sempre esteve "escondido" numa outra área, uma que se revelou mais tarde para mim quando conheci os X-Men. Ali estava ele, na posse de uma personagem de cabelos brancos, feminina e, embora muito poderosa, também bastante "frágil". Falo da Storm, como já devem ter percebido. E sim, acho que esse foi o dia de maior confronto para mim. O dia em que percebi que não possuía, nem nunca iria possuir, o dom de controlar os elementos, que não tenho nada que me permita fazer justiça, que não sou mais do que outro ser humano mortal... e talvez isso até seja o melhor, e tudo faça mais sentido assim.

domingo, abril 09, 2006

Estes são tempos dificeis...

Estes são tempos dificeis. São tempos em que a vida passa e nós parecemos parar ao lado dela. São tempos em que vemos tanta coisa passar-nos ao lado sem possibilidade de as agarrar. São tempos de apatia, inertes. Tempos em que desejávamos que o tempo não existisse ou simplesmente parasse de correr. E no entanto são tempos de esperança. De fé. Aqueles em que nos parece que tudo é possível outra vez, em que esperamos que o que venha seja melhor do que o que passou. São portas abertas para janelas fechadas. São lufadas de ar fresco. São a consciencialização dos nossos próprios defeitos e feitios, das nossas forças e fraquezas, das nossas belezas e "monstruosidades". São o confronto com a realidade. E quanto estamos sozinhos, quem estará lá para nos salvar da nossa própria realidade? Quem nos protege do confronto com o que realmente somos? Where will we go? We can't escape the truth...

sábado, abril 01, 2006

News...

Apenas para dizer que passei no exame de condução e que conduzir carros a gasolina é totalmente diferente dos carros a gasóleo. Carros a gasóleos RULESSS!!! Sinto-me um ignorante a conduzir um carro a gasolina, mas enfim, vai lá com o tempo ;)
Oficialmente sou mais um perigo nas estradas portuguesas... logo agora que eles estavam a conseguir diminuir os acidentes... ihihih
Já agora, se virem alguém parado à entrada de uma rotunda com inclinação vertical, devo ser eu a tentar arrancar sem o carro ir a baixo, eu bem digo, carro a gasóleo é que é bom, mas ninguém me ouve. Raramente o carro ia abaixo, e agora... :S jesus...

domingo, março 12, 2006

James Blunt - Goodbye My Lover

Did I disappoint you or let you down?
Should I be feeling guilty or let the judges frown?
'Cause I saw the end before we'd begun,
Yes I saw you were blinded and I knew I had won.
So I took what's mine by eternal right.
Took your soul out into the night.
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.

(x2)
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

I am a dreamer but when I wake,
You can't break my spirit - it's my dreams you take.
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the father of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
We've had our doubts but now we're fine,
And I love you, I swear that's true.
I cannot live without you.

(x2)
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time,
When I'm kneeling at your feet.

(x2)
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

(x2)
I'm so hollow, baby, I'm so hollow.
I'm so, I'm so, I'm so hollow.

quinta-feira, março 09, 2006

domingo, março 05, 2006

Os Outros

É conhecido por todos a teoria que defende que ocorre uma desilusão grande nas crianças quando se apercebem que os pais não são os "Herois" que elas pensavam. Até certo ponto consigo compreender e concordar com esta teoria. Porém, olho agora para os meus pais e para outras pessoas que foram, e são, marcos para mim, e vejo que não é uma questão de desilusão. Ou pelo menos, não de desilusão para com eles. Acho que o que acontece é muito mais profundo que isso e que se mantém por toda a nossa vida. É um processo bilateral, reciproco se quiserem. Alguma vez se questionaram se somos os filhos que os nossos pais sonharam e projectaram que seriamos? As suas próprias desilusões quanto a todo o processo de criar um descendente?
E tudo isto me parece irrelevante... porque não se trata de desilusão realmente. Acho que o que acontece está na forma como conseguimos assumir os papeis destas pessoas mais próximas, que nos são mais queridas. Para aqueles que têm formação em psicologia compreendem facilmente se disser que se trata da forma como nos pomos na "pele" daquela pessoa e também muito da nossa empatia com ela. Quem não sente que os pais não têm sexo? Que mesmo sabendo por A + B que eles são pessoas normais, que não sente que eles são especiais, como se tivessem um super poder qualquer... E não, não é desilusão. É a dificuldade que temos em aceitar que são realmente pessoas como nós, que podem ter as mesmas dificuldades, os mesmos sonhos, os mesmos desesperos. Que são fracos em determinadas ocasiões e que metem a pata na poça tal e qual como nós... Custa-nos a aceitar que um dia aquela pessoa não vai lá estar... Mas se a criarmos na nossa cabeça como um ser de alguma forma "superior", torna-se mais fácil. Porque os pais não têm problemas económicos, não tem dificuldade em ultrapassar as dificuldades e têm sempre, mesmo sempre, que saber orientar-nos na resolução de problemas e situações dificeis. E para eles é tudo tão dificil como para nós. Talvez ainda mais dificil pela frustração de não nos poderem proteger de tudo e todos, por nos afastarmos pela necessidade de sermos nós próprios, com opiniões e desejos próprios... E se lhes fosse dada a opção, como nós os manteriamos sempre como os nossos heróis imortais, eles manter-nos-iam como crianças pequenas que podessem mimar e proteger daquilo que se torna o desafio a que chamamos vida. E se calhar o que todos deveriamos perceber é que é exactamente esta nossa mortalidade que nos torna seres únicos e que faz com que cada marca que deixamos numa pessoa, pelo mundo, é realmente o maior de todos os nossos tesouros...

domingo, fevereiro 12, 2006

Amar

O que fazer quando se descobre o medo de amar? Quando se descobre as marcas profundas deixadas por paixões antigas? Paixões que não passaram disso mesmo, bons momento de completo consumismo que ao acabarem destruíram tudo o que tinham criado.
O que fazer quando se chora ao apercebermo-nos do quanto aquela pessoa abraçada a nós realmente significa e o quanto se a ama? O que fazer para deixar entrar o amor numa casa já queimada, sem que isso doa ou relembre situações antigas?
Calma, passos pequenos a cada dia... e o medo de que o outro se possa fartar de esperar e vá embora? Calma. Porque me parece que o mundo desaparece quando estou contigo? Porque me sinto tão bem a teu lado, seguro, amado?E as dúvias que surgem depois? Porque estás longe de mim a maior parte do tempo? Será algum tipo de prova ou tortura? Amo-te. E mesmo assim não te deixo entrar, tenho medo, perdoa-me. Vamos com calma está bem? Um dia de cada vez, um passo à frente do outro. Amo-te. Percebes o perigo que isso pode representar? Mas o pior de tudo é amar-te sem me querer entregar, sem te querer amar de verdade. Amo-te. É tarde demais.

sábado, janeiro 28, 2006

Novidades

Para que não digam que volto com texto deprimentes, embora já saiba que vou ouvir isso :P, deixo algumas novidades importantes para mim.
Neste momento já estou a trabalhar no MillenniumBcp e estou a gostar muito da experiência! Estou quase a fazer três meses de namoro e as coisas têm corrido bem (com os problemas comuns a qualquer relação, nada de extraordinário), estou a precisar de desporto mas já me vou inscrever num ginásio para a semana. Comprei um telemóvel novo e adoro-o (se mo roubarem mato-me, ou não...). E de repente não me ocorre mais nada...

Palavras

Faz tanto tempo que não escrevo aqui, tanto tempo que não sinto falta disso e apercebo-me agora que me tenho deixado perder. Sou gémeos, e cada vez mais me apercebo do que isso realmente significa, da capacidade quase inumana de me desprender das coisas, mas mais tristemente, das pessoas. E no entanto, elas fazem-me tanta falta. Se fosse ao contrário eu já não seria meu amigo, como ser amigo de alguém que não diz nada durante séculos? Mas eu sou assim, e por mais que o tente não consigo contrariar. Lamento. Mais do que posso explicar. Tempos houve em que pensei ser o melhor amigo que alguém poderia desejar, hoje tenho muitas dúvidas de que assim seja.
Amo todos e não me prendo a nenhum e isso é triste. Triste quando ouvimos da pessoa de quem gostamos "porquê essa necessidade de demonstrar independência, do que tens medo?". Triste por não saber o que responder. Eu sou assim!! Mas servirá isso como desculpa? ou simplesmente como refúgio? Tenho alturas em que me odeio profundamente. Odeio a minha incapacidade de dizer às pessoas importantes o quanto as amo, de não dizer às pessoas que se afastaram o quanto me fazem falta.
Lamento a minha vontade de desaparecer e nunca mais me encontrar...

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Pós - Natal

E mais um natal se passou. Gostei deste natal apesar de tudo, gostei de ter estado a noite com poucas pessoas, mas pessoas muito importantes, talvez as mais importantes da minha vida, só faltou a minha prima que veio no dia de natal pro almoço.
Quanto a prendas também foram boas, recebi um conjunto de pequeno almoço (electrodoméstico: torradeira, máquina de café, tosteira e espremedor), dois livros (Praia Roubada de Joanne Harris e Anjos e Demónios do Dan Brown), chocolates, uma agenda, um cheque do meu pai para comprar um monitor novo (o meu está aos saltinhos, é um máximo), uns boxers para mostrar ao meu amor e um conjunto de dvds com o Samuel L Jackson). Fiquei contente com todas as minhas prendinhas!
No trabalho também me deram prendinhas, recebi mais chocolates e um conjunto para o banho da Body Shop. No jantar fantástico que tive com os amigos, onde a troca de prendas era a surpresa da noite, recebi um livro muito interessante chamado: Terapia do Chocolate, que promete várias horas de leitura gulosa, mas sempre informativa!
Aproxima-se agora o Ano Novo e não faço ideia do que vou fazer ou onde vou passar. No Sábado vou trabalhar até às 20h e depois não sei da minha vida... ando a pensar em cravar a casa a uma certa amiga minha que eu cá sei, ou largar os cordões à bolsa e ir até troia a um aldeamento muito engraçado com o meu amor... enfim, nunca fui bom para planos com tanta atecedência, quando chegar logo se vê.
FESTAS FELIZES PARA TODOS!!!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Natal

Recordo o entusiasmo infantil das luzes que brilhavam nas ruas, das músicas que tocavam nos centros comerciais e nas lojas, dos presentes ansiando serem abertos por debaixo de uma arvore de natal espectacularmente enfeitada, e o presépio. Milhares de figuras disposta ao longo de uma larga extensão de musgo e areia, (re)criando uma belém de há milhares de anos atrás. Recordo a minha avó, por vezes doente, mas numa alegria constante, imensa, por ter toda a família reunida e poder cozinhar para toda aquela gente. O seu rosto transparecendo satisfação, orgulho e, acima de tudo, um imenso amor. Recordo o meu tio Mario Nuno sempre brincalhão, sempre a "implicar"" connosco crianças, sempre disposto a mais uma gargalhada. "Então não me cumprimentas?" e quando tentavamos dar-lhe um beijo fugia com a cara para cima "então? vá salta e dá-me um beijo". Recordo e tenho saudades, cria-se um saudosismo das suas formas de ser, da capacidade de união familiar que a minha avó conseguia implementar, da boa disposição com que o meu tio contava anedotas. Sinto a sua falta, por vezes demasiado. Espero que se de facto existir algo após esta vida eles estejam felizes, que estejam bem e que olhem para nós com orgulho. Tenho certeza que o farão.
Mas mais do que saudosismo o Natal é uma época de felicidade, de reunião com todos, sejam amigos ou familiares. É o momento de dizermos aos outros o quanto os amamos e como nos fazem falta. E fazem-me falta, os vivos e os mortos, os próximos e os distantes. É por isso que deixo aqui os meus votos de um Feliz Natal a todos e o desejo que 2006 seja uma experiência totalmente diferente do que tiveram até aqui, sempre cheio de saúde, alegria e muita paz. A todos vocês que sabem quem são, amo-vos e sinto muito a vossa falta.
FELIZ NATAL. BOM ANO NOVO!!!

sábado, dezembro 17, 2005

Parabéns

Ao blog que fez dois anos em Novembro e eu, como bom "pai" que sou, deixei passar...

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Porque um livro podia começar assim...

O relógio marcava uma hora que os seus sentidos não conseguiam assimilar, sabia que era tarde mas não porque realmente conseguisse saber com exactidão que horas eram naquele momento. A sua confusão não era de estranhar após tão poucas horas de sono, mas mesmo assim havia algo estranho na sua forma de estar. Levantou-se, desconhecendo por completo o tempo que fazia lá fora, mas sentia ainda a magia que lhe corria pelas veias. Por vezes sentia-se velho para aqueles rituais, a sua energia já não lhe permitia manter os feitiços e a magia presentes durante tanto tempo. Mas cada novo ritual era uma nova onda de energia, era um novo conhecimento do seu ser e das suas capacidades, era um pequeno renascer.
Quem olha-se para si via apenas umas ténues rugas que lhe marcavam o rosto, não deixando adivinhar a sua avançada idade, uma idade até agora impossível para qualquer outro ser, mesmo para os seus pares na magia. Nenhum outro mago tinha sobrevivido tanto tempo e, era esse um dos motivos, que fazia de si o mais respeitado de todos os mágicos do seu tempo. Mas havia outro motivo para que tivesse uma tão longa vida, Arianroth sabia que ao partir o seu segredo seria revelado, um segredo demasiado bem guardado para que não fosse transmitido correctamente para uma nova geração, um segredo que podia mudar toda a percepção que existia do mundo, um segredo que podia facilmente destruir tudo e todos... Arianroth não podia simplesmente morrer, se o fizesse o seu espirito ficaria preso neste planeta até que o mal que isso provocasse pudesse ser reparado ou até que todo o planeta ficasse completamente irreparável. Não, não podia morrer, mas era urgente procurar novas soluções...

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Up Dates ou algo assim

Pois, faz tempo que ando desaparecido daqui e do mundo, mas também "what else is new...?". O desaparecimento deve-se sobretudo, a dois bons acontecimentos, pelo menos eu considero assim. O primeiro foram uma série de fases de selecção para ir para o Millennium BCP, as perspectivas são melhores do que as que tenho actualmente no meu trabalho e existe a possibilidade de progressão para algum departamento mais ligado à minha formação, como por exemplo, recursos humanos, qualidade ou formação. Foi uma aposta que fiz e aguardo apenas o parecer da Administração já que nos testes passei a todos (digamos que foi bom para a auto-estima, nunca tinha visto tantos psicotécnicos à minha frente, existem testes que nunca estudei e que acabaram para ser bons para a minha formação técnica). Apenas desejo que não demorem agora três meses a dizer-me mais qualquer coisa já que todo o processo de selecção decorreu num prazo recorde de uma semana e meia (uma entrevista inicial, psicotécnicos - durante 3h30 - uma prova telefónica e a entrevista final).
A segunda coisa que me fez andar mais desaparecido foi o facto de ter começado a namorar, fiz na Quarta-Feira passada um mês de namoro. Posso dizer que estou muito feliz e que as coisas têm corrido muito bem, espero que se mantenha tudo assim ou que melhore ainda mais. Sinto ter um amigo, um companheiro, um amor e isso é algo que nunca tive desta forma. Para aqueles que já me estão a chamar nomes por não ter contado nada fiquem apenas a saber que não contei porque queria ter certeza primeiro de que as coisas teriam pernas para caminhar, não foi por querer esconder ou não confiar em vocês.
E pronto, acho que não há mais novidade nenhuma, apenas sinto saudades de todos, mas os meus horários não me dão muita liberdade para estar convosco como antigamente, por muito que eu desejasse estar sempre com todos várias vezes por semana. Não sabem como sou, não consigo parar, ando sempre de um lado para o outro e estou sempre em três mil actividades ao mesmo tempo... espero ver-vos em breve.
Beijos e abraços a todos, até já ;)

segunda-feira, novembro 14, 2005

Dois momentos especiais!

Apenas para desejar os parabéns a duas pessoas que amo muito: Cristina e Marisa. A Cris fez aninhos no dia 12 e a Marisa faz hoje dia 14. Que a felicidade, a saúde e a sorte estejam sempre ao vosso lado como fieis companheiras. Felicidades!!!

Momentos como outros quaisquer

Havia no ar o cheiro a um sentimento onde nunca antes tinha caminhado. Era um cheiro adocicado, leve e reconfortante. Algo que sabia no seu intimo que havia sempre procurado, mas que até ali nunca encontrara na sua forma pura. E no meio do seu conforto havia medo, receio do que poderia acontecer se deixasse os seus sentidos serem inebriados por este aroma. A única vez que lá estivera perto tinha sofrido demais. Mas o sentimento era quase irresistivel, uma força demasiado grande para ser ignorada, deixada de lado.
Dormia agarrado ao ser que provocava todos estes estímulos, que transpirava no ar o aroma que tanto desejava inspirar e agarrar como seu. Seria possível alguém adorá-lo tanto como aquela pessoa ao seu lado? Nunca sentira ser alvo de tanto carinho e amor como era agora, mas seria isto algo sólido? Algo em que podia confiar? Descobrira ao longo dos anos que um dos seus problemas era pensar demais, antecipar e sofrer antes de tempo, chegara a matar relações por antecipar toda a dor que elas lhe trariam. Matava-se mesmo antes de poder viver. Havia motivo para continuar a fazê-lo? Pensava que não. Estar com aquela pessoa era o mesmo que estar com alguém que parecia conhecer há anos e, no entanto, decorrera tão pouco tempo. Mas tinha o amor um tempo definido? Ou seria possível amar alguém que se conhecera recentemente? Decidiu amar com o coração e esquecer um pouco o cérebro, porque ele nem sempre fora um bom conselheiro. E mantinha-se uma pergunta na sua mente, dando voltas e voltas... seria alguém que se tornara tão racional capaz de viver no limiar das suas emoções? Era algo que ficara para ver... Uma coisa, e talvez apenas essa, era certa, estava a viver um início de relação muito melhor do que as relações todas que tivera até então.
Olhava para a pessoa que estava ao seu lado a dormir ouvindo a chuva lá fora e acabara por adormecer, nos seus sonhos sabia que aguardava a felicidade do momento matinal em que abriria os olhos e diria à pessoa que amava, Bom dia meu amor.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Fantasia

Como se esquecera de dizer o que sentia? Como se fechara ao outros desta forma sem se aperceber sequer da mudança até ao ponto de lha atirarem à cara com todas as letras? Onde deixara esquecida a sua capacidade de expressão emocional... Havia apenas escuridão no local onde se encontrava e, no entanto, não sabia se desejava sair de lá. Tornara-se tudo aquilo que prometra a si e ao mundo nunca vir a ser, um fantoche que passeia entre a casa e o trabalho e não vive, alguém que se isola do mundo porque o seu próprio mundo nunca fez sentido. Como explicar a frustração de tudo aquilo que sentia? Como explicar que não se encontrava tão feliz como era suposto por ter cumprido um dos seus maiores objectivos? Acabara um curso, mas não mais do que isso, UM curso... como expor o seu desalento perante toda a excitação daqueles que o rodeavam? Recolhia-se ferido na sua própria amargura para que esta não perturbasse mais ninguém. Mantinha apenas aquilo a que se conseguia agarrar e sonhava que um dia, apenas um dia qualquer, as coisas poderiam vir a melhorar...

sexta-feira, outubro 21, 2005

Dia de Chuva

Olhava o céu que estava carregado de nuvens com aparência de quem desejava chorar, sabendo que daí a pouco tempo a terra seria brindada com uma nova onda de frescas gotas que caíriam livremente até embaterem no chão. Mas nem o mau tempo alterava a sua boa disposição resultante do acontecimento do dia anterior. Tinha dormido pouco, algo que já acontecia há alguns dias e por isso sentia a sua cabeça pesada, como se tivesse dificuldade em pensar e, até mesmo, de reagir. O céu que se estendia por cima de si era cinzento, um cinzento demasiado carregado para quem se esquecera do chapéu em casa.Certamente ia apanhar uma molha, mas não parecia estar muito preocupado se tal acontecesse. Nunca percebera porque motivo os dias assim lhe davam uma terrível vontade de ficar em casa, sentado em frente à lareira a ler um bom livro ou a ver um filme no seu dvd. Claro que se a companhia fosse boa, poderia simplesmente ficar com a pessoa amada nos braços e não pensar em mais nada. Quando pensava no assunto não encontrava nenhuma situação desse género que tivesse ocorrido até ao momento, assim remetia a mesma para um local longíquo do seu pensamento, guardada na sua imaginação como algo a realizar quando aparecesse a pessoa ideal. A pessoa ideal. Mas existiria tal pessoa? No fundo mantinha a crença que sim.
Deambulava pelas ruas sem saber muito bem para onde se dirigir. Mantinha presente na cabeça o jantar do dia anterior, o suave encanto que ocorrera ao conhecer uma nova pessoa que em quase tudo correspondia a algo que poderíamos apelidar de "protótipo ideal". Mas, e se a pessoa tivesse mentido? Se na realidade todos os seus propósitos fossem diferentes daqueles que tão sabiamente tinha apresentado? Com que tinha encantando, enebriado os seus sentidos. Tinha medo. Pensava estar preparado para este tipo de relação e, no entanto... estaria? A ideia de partilhar a sua vida era estranhamente encantadora, sedutora mas principalmente assustadora. "Posso estar com a pessoa durante anos, para toda uma vida" tinha ouvido a pessoa dizer enquanto os seus olhos de uma cor mais brilhante que o mel fitavam os seus. O sentimento que percorreu o seu corpo era ambíguo, como se por um lado o deliciasse e por outro o ferisse de morte. Pensou então para se acalmar "estamos no início, há muito para conhcer... mas, e se me apaixonar?". Nesse preciso momento sentiu a primeira gota de chuva bater-lhe na cara, levando consigo todas as suas novas preocupações. Por um motivo qualquer foi como se sentisse estar a ser abençoado... mas tal como a chuva que agora caía tão densamente, só o tempo o poderia dizer!

sábado, outubro 08, 2005

Eternidades Pequenas

As férias já passaram, o trabalho recomeçou há uma semana e quase tudo está na mesma. Quase tudo porque vou rescindir contrato no final deste mês e procurar outra coisa qualquer (ou esperar lá bem para o fundo da minha esperança que me passem para a minha empresa, mas duvido). O prazo está posto e as cartas serão lançadas, a ver vamos como corre a jogada. O tempo esse escasseia tanto ou mais que antes das férias e chego à conclusão que não tenho vida própria, mas também isso já não me afecta. Menos uma forma de me magoar com coisas desnecessárias...
Tenho saudades daqueles que o merecem e, por vezes, até dos que não merecem, mas a vida é mesmo assim. Ando a precisar de sair e dançar até cair pro lado, se calhar ainda faço isso hoje... Durante as férias li dois livros que são engraçados, Vinho Mágico da Joanne Harris e Veronika decide Morrer do Paulo Coelho. Este último fez-me pensar em muitas coisas e conseguir desligar-me, finalmente, de algumas coisas do passado. Assim, uma nova resolução: arriscar ser diferente dos demais, arriscar ser cada vez mais eu e correr o risco de, se tudo correr bem, ser chamado de louco.
Confesso que me anda a passar pela cabeça, muito mais seriamente do que antes, sair de Lisboa para outro lugar qualquer. Já há pouco que me prenda aqui e as pessoas não deixam de existir por eu não estar aqui, há sempre formas de comunicar. Mas planos existem muitos, logo se vêem aqueles que conseguem, ou não sair, do simples projecto mental.
Durante as férias escrevi algumas coisas num cadernito pequenito que comprei, depois logo partilho convosco (se é que ainda alguém aqui vem depois do tempo que isto teve sem mudanças :P), não é nada de especial tb. Há mt tempo que não consigo escrever poesia, mas sinceramente tb não lhe sinto mt a falta. Talvez esteja a morrer o "poeta" que havia em mim...

sexta-feira, setembro 09, 2005

Férias, como vos quero...

Pois é, as minhas férias estão quase aí e eu bem preciso delas. Se tudo correr bem serão duas semanas em que tenciono ir à praia (porque será que olhando pela janela está a chover?? Enfim, isso agora não interessa nada...) e aproveitar para recarregar baterias ao máximo. Aproximam-se mudanças positivas, ou pelo menos, eu assim o espero. Tenho enviado currículos para tudo o que é lado e quem sabe até tenha sorte, é uma questão de esperança! E neste momento, contrariamente aquilo que me é normal, estou cheio de esperança.
Sei que não tenho actualizado muito o blog e peço desculpa, mas não tenho tido muita vontade de escrever... queria deixar aqui os meus desejos de boa sorte a quem está na batalha da construção do relatório de estágio e espero que tenham todos grandes notas, tenho certeza que sim ;)
Para ti Marisa, embora vá estar contigo amanhã, queria deixar aqui tb o meu desejo de uma óptima viagem e de que corra tudo o melhor possível (já agora tenho inveja, lol). Good Luck!! E vê lá se dás notícias ou mandas uns postais :P
E pronto, penso que de momento não tenho mais novidades, mantêm-se as saudades de todos vocês, mas isso é normal! Já agora desculpem lá qualquer coisinha que possa ter feito e que não tenham gostado (há que aproveitar os dias de bom humor para pedir desculpa, mesmo que não saibamos bem de quê lol).
Leo, se leres isto (o que duvido que aconteça neste momento mas pronto...), tenho saudades tuas, ou melhor, vossas. Espero que estejam bem.
E pronto, é desta que me vou. Jokinhas e abraços a todos

sábado, agosto 27, 2005

Situações

Neste momento a vida continua como sempre, porque nada pára se nós pararmos e o mundo, mesmo que por vezes não nos dê jeito, continua a girar sempre! Seria quase desnecessário dizer que estou a precisar de férias porque isso é quase um estado permanente em mim, não fosse eu talvez o viciado de viagens e afins (para o ano tenho de ir a qualquer sítio, nem que passe fome, lol). Embora esteja de facto cansado e a mudança para a minha irmã ainda tenha aumentado esta sensação, já que associou ao muito cansaço psicológico bastante cansaço físico, não posso dizer que me sinto mal. Ando mais leve, menos zangado e revoltado com algumas situações (é bom quando pensamos em coisas que nos magoaram e agora não nos fazem danos...), de alguma forma mais feliz. Cumpri um dos objectivos principais da minha vida que era completar o meu curso e já comecei a enviar currículos para concursos públicos (e esta? ser funcionário público até é fashion lol), ando a pensar seriamente qual o próximo passo, Pós-graduação? Cá? no estrangeiro? Mestrado? outro curso?? Enfim, eu não consigo ficar quieto e tenho este terrível defeito que se chama gostar de aprender... Mas para já estabilizar a minha vida! As perspectivas não são más para já e com alguma sorte para o ano até posso estar já numa casinha alugada por mim, é tudo uma questão de paciência!
Existe contudo uma coisa que tenho mesmo de corrigir e que é uma das minhas prioridades para o novo mês que entra já para a semana, estar com os amigos! As férias acabam (embora eu vá de férias nas últimas duas semanas de Setembro, mas isso agora não interessa nada), o pessoal começa a estar mais por Lisboa (sim Marisa, tinhas de ser a excepção, raios parta à gaja! LOL, estou a brincar amori, na realidade isto é tudo cíumes!! Desejo que corra tudo HiPeR BeM!!) e portanto é a altura ideal para juntar a maralha e fofocar. Tenho saudades de todos!
E pronto, para infelicidade minha estou no trabalho, entrei às 8h30 e estou podre de sono, mas que importa isso se quando chegar a casa me espera uma mudança para casa da minha irmã?? Como gosto de dizer, são apenas pormenores...

sábado, agosto 20, 2005

Num outro ponto qualquer

Ao fundo uma parede laranja limitava a sua existência e esse sentimento era estranho. Que seria que o prendia áquele lugar se na realidade não existia mais nada ali para explorar, nenhuma novidade, nenhuma progressão? Sentia medo, mas esse medo era também irracional, como se fosse sentido por coisas irreais, inexistentes. Nos últimos dias existia uma ansiedade crescente em si, algo que não tinha causa aparente, que se limitava a estar ali no seu interior. Claro que havia também o vazio, mas esse não era perceptível pela sua habituação à existência deste elemento na sua alma, tornara-se rotineiro o imenso espaço em branco que sentia todos os dias desde que existia enquanto ser. Se lhe perguntassem acerca os seus sonhos não saberia responder, há muito que os sabia mortos mas isso era algo que simplesmente não se podia afirmar, estava errado! Errado? Tantas vezes se questionara sobre esta simples palavra para nunca perceber a sua aplicabilidade. Inútil para si o seu significado. E assim, mantinha o dia a dia aborrecido da sua vida, sabendo que esperava sempre um milagre por acontecer (que nunca aconteceria), por pessoas que há muito se extiguiram (e que também já pouco lhe diziam), por todas as coisas pelas quais sempre lutou mas nunca alcançou. Cumprira quase todos os objectivos propostos, sem nunca se aperceber que estes nunca tinham sido impostos por si... aguarda pelo dia de acordar do sonho em que, por breves instantes que fosse, controlasse um pouco mais o seu destino e tudo aquilo que acontecia à sua volta. Fora abandonado muito antes de nascer enquanto ser individual, apenas amado até ao dia em que, por motivos inexplicáveis, decidira usar a mente para pensar sem se subjugar aos desejos daqueles que diziam amá-lo tanto quanto à sua própria vida...

sábado, agosto 13, 2005

pedaços

Já tinha esperado o amor de tantas formas. Quase tantas como as formas com que tentara iniciar as relações. Nunca conhecera o sucesso neste campo, embora de resto não se pudesse queixar. Esperava talvez por um sinal, uma diferença qualquer, sabendo que isso não aconteceria assim. Os dias passavam iguais, sem diferenças, sem sinais. Afirmava ser indiferente ao amor, que não necessitava disso para nada, afinal "antes só que mal acompanhado". Por dentro sofria, doíam-lhe os vários fracassos, a falta de esperança que se começava a instalar. As dores talvez nem fossem profunda, talvez nem fossem fortes, mas eram moínhas que todos os dias cresciam, que todos os dias o consumiam. Parou. Gritou para si próprio que chegava de tantas lamúrias, que ninguém merecia o seu sofrimento. Foi no dia em que se matou, não fisicamente, mas no seu interior, o dia em que decidiu abandonar o amor...
Assim, aprendeu a amar como se cada início fosse a sua primeira vez. Talvez se não se entregasse não sofresse, mas sabia no seu interior que no dia em que assim o fizesse, deixaria de sentir, de ser capaz de amar... atirou-se de cabeça ao mar esperando chegar a uma praia qualquer onde, por fim, encontrasse o seu sonho, atingindo o paraíso...