segunda-feira, junho 03, 2013

Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é pensar que tudo é um milagre. (Albert Einstein)

quarta-feira, maio 08, 2013

Para quê forçar o inevitável?

Sempre disse que os meus 30 anos seriam em grande. Até agora não tenho grandes motivos de queixa, basicamente porque está tudo em crise portanto queixar-me de quê? Lá está.
E também a nível pessoal decidi mudar algumas coisas. Assim, parei de procurar a relação amorosa para toda a vida para procurar aproveitar a vida e viver os 30 (década note-se) como jovem que ainda sou (e sinto).
Se no entretanto aparecer alguém mais especial obviamente não fecho portas, mas simplesmente deixei de ter os portões escancarados e seguros à força de braços. Mas como acontece nas casas normais, basta tocar à campainha para, talvez, poder entrar!

domingo, abril 07, 2013

Sei que é algo estranho. Já passou demasiado tempo e, ainda assim, parece que existe aquele vazio por preencher. Vejo um outro alguém que entra e sai de um espaço que outrora era teu. Mas mesmo assim o  que existe é apenas um tipo de vazio.
E sei que é estranho, estranho porque não tenho já por ti qualquer tipo de sentimento mas parece, contudo, que o tempo parou em ti. Parou em nós. Em nós num tempo melhor, num tempo em que nos amávamos diariamente... alguma coisa morreu no dia em que te pus um ponto final.
Terá sido a minha capacidade de amar que morreu no mesmo dia em que pus a pedra em cima do nosso  amor já moribundo? Ou a minha capacidade de acreditar, de confiar?
E tudo me é dado de bandeja, exatamente como tantas vezes o pedi, mas falta sempre algo... por momentos pensei que esse algo fosses tu, mas não, o algo que falta é bem pior, bem mais grave, o algo que me falta... sou eu!

terça-feira, março 05, 2013

Foram precisos 30 anos para gostar mais de mim... demorou mas valeu a pena!

segunda-feira, dezembro 31, 2012

às vezes gostava de ter pena, mas acho que até para isso o meu coração já gelou demasiado...
mais um ano a chegar ao fim e eu com a mesma sensação que há tanto por fazer...

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Afinal o meu coração ainda sangra... porque será isso tão assustador?

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Simplicidade

Que saudades de acordar contigo por perto, sentir-te ali, abraçar-te e beijar em jeito de bom dia. Ainda nos vês assim, deitados no escuro? Ainda sentes a minha mão que acaricia a tua cara e te ama profundamente? Acho que no interior tudo está apagado em mim... já não há chama, já quase não há vida. Embora ela volte em momentos pontuais nunca é algo duradouro, nunca volta a habitar em mim.
Imagino-te pela casa, curiosamente em dias de calor, nu junto da banca da cozinha, vejo o teu corpo que sempre me fascinou, não tanto pela sua condição física mas pelo simples facto de ser teu! Apetece-me sempre acaricia-lo, beija-lo, amá-lo mais que à própria vida...
Mas esses são sonhos de outra vida, uma que já não é minha, talvez nem volte a ser. Sim, ainda acordo todos os dias com o desejo que aquele lugar a meu lado não seja só um espaço em branco, mas entre isso e a dor de perceber que o meu coração ainda pode sangrar e sofrer, fico sozinho enquanto conseguir sobreviver.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Está a aproximar-se mais um Natal e na realidade comprei hoje o meu primeiro presente. Não que sinta necessidades de grandes compras, aliás elas serão escassas em mais um ano de crise e outro pior ainda que se aproxima. Mas sinto-me cansado. Às vezes confesso que me apetecia só desaparecer, ir para um sitio longínquo, começar tudo outra vez... mas são 30 anos e a energia já me vai faltando para isso. Sou o contrário das outras pessoas, quanto mais envelheço menos paciência tenho. Esta sim, uma realidade absoluta. E a vida tem-me ensinado tanto... talvez o mais importante é que a ser bonzinho só é bom nos filmes. Na vida real ser bonzinho serve apenas para ser sermos usados, abusados e tratados abaixo de todo o resto. A vida já tentou ensinar-me várias vezes que tenho de mudar. Tento resistir. Conclusão? Sou um grande atrasado mental!
E isto começou apenas porque se aproxima mais um Natal e sinceramente vão-se ***** com os vossos problemas, já me chegam os meus!

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Porque será que sinto que as histórias que me rodeiam são sempre tão grandes, tão sofridas, tão diferentes que me fazem sentir quase ingrato por me queixar das pequenas coisas que me assolam?
Sim, sou abençoado. Mesmo que não o sinta ou veja todos os dias, mesmo que reclame de tudo e de todos. Sou protegido, sei disso. E agradeço, se calhar não da forma devida, mas agradeço.
Oiço histórias de outrora e sinto que ainda tenho tanto para aprender, mas mais que isso, sinto que o ser humano tem uma capacidade de sobreviver que é deveras espantosa. De que outra forma se pode explicar que alguém que cresceu sobre a força do sofrimento e do mau trato, consiga sequer ser capaz de amar?
Obrigado por me alimentarem com histórias, obrigado por abrirem as mágoas dos vossos corações. Por de forma totalmente desprendida me darem tanto e me ensinarem a agradecer todos os dias a boa vida que tive e tenho.
Obrigado...

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Será possível que ver o verdadeiro amor possa ser mais destrutivo que construtivo? Começo a sentir que não há nada que crie mais inveja, mas ao mesmo tempo mais sentimentos de tristeza nos que vêem de fora este acontecimento, estes dois corações que batem como um só...
E quando ao praticar o suposto "bem" o que recebemos de volta é apenas mais tristeza quanto tempo aguenta um coração até ceder? Até desistir de acreditar que o bem ganha sempre...

terça-feira, dezembro 04, 2012

Pensei várias vezes acabar com este espaço... fechar a porta e seguir em frente. Agora sinto que não preciso de me separar do que aqui vivi para avançar. Aliás, já avancei.
Embora me reconheça em tudo o que aqui está descrito, nas pessoas, nos sentimentos, nas vivências, já não sou o mesmo que era quando há mais de um ano atrás daqui saí pela, presumia eu, última vez.
Volto diferente. Se para melhor ou pior dirá o tempo... Verdade que existe o Facebook e todo um mundo social diferente hoje em dia. Estou lá presente como não poderia deixar de ser, mas aqui estou publicamente mais escondido. Sempre foi o meu Canto, o meu mundo. Se calhar mais perto do verdadeiro eu...
Aqui voltarei a ser o ser sensível que já tinha esquecido algures, aqui voltarei a rir e a chorar quando assim tiver que ser, aqui estarei sempre mais despido de máscaras, mais exposto, mas muito mais sincero do que em qualquer outro lugar.

Continuo à espera de muita coisa, mas não entendam por isso que estou sentado à espera. Mas de alguma forma continuo à espera de um grande amor, de trabalhar em algo que verdadeiramente goste, de me sentir mais autêntico e menos carneirinho no meio de outros tantos... Sei que hei-de lá chegar, sinto mais controlo em muitas coisas na minha vida. De alguma forma talvez mais força, mais assertividade...

Bem, talvez isto seja o meu regresso embora não possa prometer que me apeteça voltar a escrever tanto como antigamente. Sempre tive a sensação, mesmo que seja errada, que os "poetas" são obrigatoriamente pessoas sofridas, com pouca paz de espírito ou, pelo menos, que se encaixavam muito mal neste mundo. Já passei por isso tudo... poderei ser "poeta" e ser feliz?

segunda-feira, maio 09, 2011

Porque o amor nem sempre leva ao ódio...

Chego à conclusão que nunca vou deixar de amar e que talvez o meu problema esteja em querer odiar só porque não me apetece assumir que ainda amo e que não correu bem. E que o amor pode continuar a acontecer sem que nada mais exista entre nós... hoje fiz as pazes com o passado porque o amor e o ódio não têm de existir como um só e não temos de passar constantemente de um para o outro... na realidade sou incapaz de te odiar depois do tanto que te amei. Hoje segui em frente :)

terça-feira, abril 05, 2011

Today is not the day...

Hoje não é o dia e muitas vezes pergunto quando será. Porque sinto ainda este arrastão interno, como se todos os sonhos e crenças me tivessem sido arrancados numa terrível onda a que chamamos vida... e estou aqui, quase como se ainda te esperasse... mas sem realmente querer que venhas.
Li hoje que uma relação verdadeira é aquela em que apesar dos maiores erros poderem ser cometidos, não conseguimos imaginar a nossa vida sem a outra pessoa. E apesar de tudo que acontece de mau, é com aquela pessoa que queremos desabafar e partilhar-nos.
Acho que já vivi isso, pelo menos de alguma forma... porque era com aquela pessoa que me imaginava a envelhecer e a construir uma vida. Talvez por isso o choque quando descobrimos que estamos a construir sozinhos e que ali... ali não há nada mais do que o nosso amor. Quando digo nosso, não é do casal, mas da pessoa individual que vive a ilusão.
Manter vivo os sonhos? Mantenha quem conseguir. Eu vivo pelo medo, de coração fechado como nunca antes tinha vivido. E como pela boca morre o peixe, eu fui aquele que sempre proclamou que preferia bater contra os muros que não ter os muros onde bater... sim, morreu o sonho que dizia "I prefer to hurt than to feel nothing at all"....
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RIP

segunda-feira, janeiro 31, 2011

close the door behind you

Escrevi-te um dia, que apesar do que podesse acontecer, a única coisa que te desejaria no final seria tudo de bom... o sentimento não mudou em mim. Mas analisando o que me respondeste, sei agora, que foi em ti que tudo mudou... Assim sendo, tirando o pouco que ficou pendente, este é um adeus sentido e obrigado por teres feito parte de mim :)

segunda-feira, novembro 01, 2010

Pego nas coisas que possuo e tudo se desfaz em pó nas minhas mãos! Penso que nada disso importa pela multidão que me acompanha, mas levanto a cabeça e estou só! Só num mundo de pessoas que se movimentam, passam por mim sem reparar... pensava ter toda a vida construída e apenas constato que nada construí. Tudo não passa de uma grande ilusão. Sento-me no chão de uma qualquer divisão que não sei tão pouco identificar. Está tudo torvado na minha vista. Ou será na minha mente? Sinto-me a perder-me dentro de mim mesmo sem compreender bem o que se passa... poderei eu estar novamente aqui? Neste sítio moribundo onde pensava não mais voltar?? Que terei eu feito desta vez?? Continuo sentado porque sei que nada disso importa. As razões continuarão desconhecidas, incompreensíveis até. Baixo a cabeça e resigno-me. Já nada resta para fazer. Nasci do pó e é a ele que quero voltar...

sexta-feira, setembro 03, 2010

Beira Mar

Estava ali sentado no pontão, perto do farol, a sentir o cheiro do mar e o vento que levantava pequena gotas salgadas que lhe batiam na cara. Pensava na sua vida, no percurso que até ali tinha percorrido. Sentia-se em paz, apensar das dificuldades que atravessava e das dúvidas que o assolavam o seu sentimento era positivo. Olhou para o horizonte, há quanto tempo não estava assim sentado, sozinho, à beira mar!
Ao longe ouvia as pessoas que estavam na praia, os risos das crianças a brincar, as conversas de adultos em formas de leves murmúrios trazidos pelo ar. Tudo parecia estar como devia e, se assim fosse sempre, a vida poderia dizer-se tranquila.
Voltou aos seus pensamentos. Fazia sentido aquilo que sentia? E mais importante do que isso, o que iria fazer a seguir? Parou e olhou para si. Pensar que chegara a este ponto em que tudo era tão ponderado... tão distante da sua juventude em que tudo parecia o simples resultado da soma de vários impulsos! Realmente a vida tinha-o ensinado. Só ainda não lhe tinha ensinado exactamente como sair dali. E afinal o que tinha mais importância? O sentimento ou a racionalidade? A crença ou a realidade? Levantou-se, como se se tivesse decidido! Mas decisão era a última coisa que ocorria dentro de si! Será possível dar um salto de fé quando sabemos de forma garantida que não existirá nenhuma rede de segurança lá em baixo para nos segurar???
E caminhou, ao longo da praia, sempre à beira mar...

domingo, agosto 29, 2010